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Cultura Pop

Japão anuncia nova linha de Shinkansen, a série Hayabusa

Enquanto no Brasil, nosso projeto de trens de alta velocidade ainda está em licitação, no Japão hoje tivemos o anúncio de um novo modelo por lá, o Hayabusa.

No Japão, os trens bala são chamados de Shinkansen (alias, eles preferem que chamem assim) e de tempos em tempos são anunciados novas séries mais velozes por lá. A linha JR East Tohoku entre as estações Tokyo e Hachinohe poderá ir até a estação Shin-Aomori no tempo de 3 horas e 20 minutos, na velocidade máxima de 320Km/h.

Os novos modelos trazem uma velocidade de 20Km/h maiores que as linhas mais rápidas do Japão, sendo que sua primeira viagem aberta ao público será realizada no dia 4 de dezembro.

Fonte: Otaku PT

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Música

Morning Musume vai para Japan Expo em Paris

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O grupo pop Morning Musume anunciou que irá participar do evento Japan Expo, que acontece em Paris, França. Essa é a primeira vez que o grupo de garotas faz um show na Europa, lembrando que ano passado, elas foram convidadas para um evento de anime e mangá nos Estados Unidos.

O Japan Expo acontece entre os dias 01 a 04 de julho, e o show do Morning Musume será no dia 02 de julho, além disso elas também farão uma sessão de autógrafos. O evento terá uma canção tema delas, chamada “Tomo” que será lançada no single “Seishun Collection” (que chega as lojas japonesas no próximo dia 09 de junho).

Fonte: Tokyograph

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Opinião | A morte do Animax como nós conhecemos

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A maioria que gosta de animação japonesa já deve ter recebido a bomba sobre o canal oficialmente jogar os animês para escanteio. Quando escrevi o primeiro “Opinião” sobre a derrota dos Otakus, falei que a derrota do Otaku, fã desse tipo de série, que ele consome produtos ilegais em lojas e eventos, como DVDs piratas, e baixando na internet, não acrescenta em nada como público interessante comercialmente. Porém, a culpa não fica só exclusiva aos otakus, mas também as empresas que administram mal seus canais.

O Animax está sofrendo do mesmo mal que o canal Boomerang sofreu há alguns anos atrás, por não ter emplacado no Brasil, como um canal voltado a desenhos antigos, estes limados da programação da Cartoon Network e que estavam à espera de uma nova chance. O canal mesmo que excelente em seu acervo, tinha uma programação confusa, tinha o conceito de não ter intervalos, e tinha campanhas fantásticas pro público adulto que era criança quando foram feitos aqueles desenhos, o resultado foi fracasso. O canal teve que ser repaginado, deixando inclusive de passar desenhos, inserindo em sua programação séries australianas, americanas e até mexicanas, tornando-se mais próximo do público que assiste canais como Disney Channel e Nick. O que aconteceu? Não preciso comentar que Boomerang saiu do vermelho, deu certo, e até pouco tempo, Rebeldes (exibido anteriormente no SBT) era o programa mais assistido do canal.

Com certeza, os fãs de Boomerang se revoltaram, porém o canal afirmou que colocaria seus desenhos antigos de madrugada e na teoria problema resolvido. A questão do Animax é mais delicada, porque o Animax veio ocupando lugar de um canal trash, porém excelente como Locomotion, que dosava animações do mundo inteiro, passava animações dos anos 80 como He-man, She-ra e G-Force, enquanto a noite era dedicada aos animês como Evangelion, Caçadores de Elfa e Bubblegum Crisis: Tokyo 2040.

O primeiro ano do Animax veio com alegria para os fãs, porque era um canal japonês de animes e bom, parecia que ganharíamos um canal de “animê” de verdade. Porém, o buraco é mais embaixo, tínhamos uma grife japonesa sim, porém comandada pelas mesmas pessoas do Sony Television e AXN. O que isso significa? Públicos e experiência totalmente diferentes, o que com certeza foi um pesadelo pra eles. Pode ver que toda “solução” desesperada pra eles, são coisas que passam ou tem cara dos outros dois canais. Faltou pesquisa, faltou personalização, faltou um monte de coisas que o Animax não fez e morreu na praia amargando com campanhas de humor bem duvidoso.
Se por um lado empresas como a Editora JBC anunciavam apoio ao estúdio Alamo para a adaptação de animês para o canal, o que dava confiança do publico brasileiro pelo canal, do outro tínhamos uma falta de experiência e falta de tropeços que marcou esses 3 anos de Animax.

Você reconhece esse Animax aí de cima? Eu não!

Vamos analisar alguns problemas do Animax:

1 – Falta de animês clássicos famosos no Brasil
Um dos problemas do Animax “latino” foi a ausência de animês antigos que passaram pelas emissoras daqui. Um animê como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Samurai Warriors, Shurato faltou, e o pior, se você assiste o Animax japonês, sabe que ele principalmente é focado nisso.

Um animê desse porte, pode atrair sim um público maior para o canal, porém invés disso, optaram só comprar de forma bem bagunçada os animês de sua programação.

E títulos como Bleach e Death Note, mesmo sendo fortes no exterior no Brasil não são porque não passam na TV a aberta. O bom seria se nesse caso eles fizessem algo ao estilo do Animax espanhol que comprou Naruto Shippuuden, porque o Jetix por lá não quis a série já que Naruto não teve um bom desempenho por lá.

2 – A Falta de animes “shoujos”
Se você ver o Animax de qualquer país, o canal passa produções pro público feminino e bom, só ver nas bancas brasileiras que tem um público fiel de shoujo, além de o crescimento dos leitores de mangá se deve as garotas, pois bem, parece que o canal não sabia disso, ou não queria saber, pois não tinha nada voltado pra elas.

3 – Animax é um canal pra quem?
Se você olhar na sua TV a cabo hoje, vai perceber que o Animax não está perto dos canais infantis como Nick, Disney Channel, Cartoon Network, Boomerang, porque ele passava desenhos adultos.

Pois bem, não seria melhor focar num público criança e adolescente, tendo um canal “infantil” próximo aos demais? Por que investir em besteiras como bloco Lollipop? Animax assim não só afugentou as empresas, que não queriam ter a licença do canal da HBO, como tinha programação infantil de manhã e a tarde, porém não era um canal fácil pra criança achar.

O Animax resumindo, era um canal que tentou investir num público diversificado e caiu do cavalo. Devia ter seguido padrão de outras empresas, optando mesmo que quisesse passar animês mais pesados, apenas na madrugada.

4 – A falta de um Animax Brasil
O Animax por mais que falem continua sendo um canal mais “latino” e menos brasileiro. Somos um povo diferente, e precisamos de blocos personalizados pro Brasil, programas brasileiros durante a programação, tornando o canal mais a nossa cara. Porém, isso tem custo, um custo que o Animax não queria bancar e preferia gravar tudo no México.

Canais como Disney Channel e Nick tem programas no Brasil e ajudam a dar um “jeitinho” brasileiro para o canal.

Isso sem contar que com sucesso comercial de Turma da Mônica Jovem, a Sony podia ter aberto os olhos e ter encomendado um “animê” pro Mauricio de Souza baseado na turma e atrair um novo público com o primeiro “anime brasileiro”.

5 – Os clipes e séries japonesas
Um dos pontos positivos da Sony foi colocar clipes de cantores japoneses no intervalo, foi a primeira vez no país que pudermos ver cantores como Utada Hikaru, Crystal Key e Sowelu na televisão brasileiro.

Já imaginou um programa de clipes de jmusic, com artistas sendo entrevistados? Sim, artistas da Sony Music Japan, que faz música pro Bleach e outros animês da casa, poderiam falar de seu trabalho, convite de trabalhar em tal animê. Bom, parece que Animax daqui não pensou nisso.

O que faltou foi um programa de clipes, uma personalização de conteúdo, indo além dos clipes. Talvez até imitando o que outros Animax optaram fazer agora que é exibir os doramas, em sua programação, por serem derivados de mangá também.

Agora numa opinião pessoal, eu optaria de trazer tokusatsu clássico da Manchete. Pegar as séries da Focus (que só Jaspion pagou as três) e trataria de colocar a noite no Animax pra pegar os nostálgicos de plantão. Logicamente, a intenção não seria ir atrás de material novo, mas apenas antigo, se caso tivesse retorno (até porque é barato) partiria pra algo novo. Nesse caso, séries assim entram no mesmo critério de animês clássicos, trazendo público mais antigo para o canal.

6 – Marketing casado
Tendo tantas séries que foram lançadas em mangás no país, fazer só peça publicitária nos mangás da JBC e da Panini não rola. O Animax tinha que fazer promoções de mangás, e até concursos para cada país.

Outra coisa seria oferecer algo diferenciado aos clientes do ramo no Brasil, o que significa atrair clientes como Playarte, Focus, JBC, Panini, Yamato, que produzem produtos e serviços pro Brasil que envolvem animação japonesa e os levar como anunciantes de seu canal.

Além disso, produções da Sony, deveriam ter tido lançamentos simultâneos por aqui, em DVD, isso sem mencionar empresas como Focus que lançou Full Metal Alchemist no passado, que deveria ser focado no público do canal.

Independente disso, Animax pertence ao grupo Sony, poderia ser usado como meio publicitário da Sony Brasil para Playstation 3, câmera Sony Cybershot, dvds, blu-rays da Columbia e muito mais. Porém, você viu algum comercial da própria empresa no canal? Com exceção da câmera do último do 007, acredito que não.

Conclusão
Existem ainda muitos argumentos a serem questionados do fracasso do Animax, e principalmente se deve a má administração da empresa no canal na America Latina. Concordo que o canal pode crescer com aumento de séries não japonesas, porém além de inserir, tiraram toda filosofia do canal e transformaram numa versão genérica ao estilo da AXN.

Logicamente que às vezes isso não é nem culpa de quem ficou responsável pelo canal no Brasil, já que sendo um canal voltado pra América Latina, às vezes você tem pouca liberdade, ou talvez nenhuma pra personalizar o canal e a Sony falhou.

Agora quem pensa que o Animax é um grande canal, bom é sim, mas sabe quem é anunciante Lá? Empresas ao estilo da Polishop, se você já assistiu Animax japonês, deve ter visto aqueles aparelhos de ginástica e outros aparelhos estranhos sendo vendidos no Animax de lá. Então mesmo o canal dando certo no seu país de origem, você pode dizer que também não tem anunciantes muito fortes por lá.

Obs: Se quiser ler mais sobre o Animax, leia o texto do portal Jbox sobre a reformulação.

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Artigos

Conheçam Heroman o anime de Stan Lee

No último dia primeiro de Abril(não é mentira) estréiou na TV Tokyo o anime Heroman adaptação do mangá de mesmo nome que começou a ser publicado em Setembro de 2009 na revista Montly Shonen Gangan. O mangá tem desenhos de Tamon Ohta e roteiro de ninguém menos que Stan Lee e tem previsão para 26 episódios.

A história em si, não tem nada de muito novo: O garoto Joey Jones vive tranquilo com sua avó na cidade estadosunidense de Center City.Dividindo seu tempo entre o trabalho em um restaurante e a escola, onde logicamente tem de enfrentar os desafios de todos os colegiais do mundo: O valentão que vive para infernizar sua vida, a amiga por quem é secretamente apaixonado o único amigo que o defende e a amizade com seu professor de ciências maluco.

Joey sonha em comprar um Heybo, um robô de brinquedo de última geração controlado por voz. mas o preço do brinquedo está muito acima de sua capacidade financeira.

Certo dia, ele encontra no lixo um Heybo quebrado e decide tentar consertá-lo.Após dias de trabalho árduo ele atinge seu objetivo..está certo que o robô não se mexe mais, mas pelo menos está inteirinho e o garoto o batiza de Heroman.

Então, uma noite, ele entra em contato com radiação e e….ops..desculpem..é força do hábito.

Então,uma noite o robozinho é atingido por um raio e fica enooorme. o controle remoto se torna uma luva igualmente grande com a qual Joey pode dar ordens ao Heroman.

Ao mesmo tempo o prof. Matthew Denton(o professor maluco citado anteriormente) viciado em aliens, consegue entrar em contato com a raça alienígena Skrugs (serão primos dos Skrulls?) e os atrai ao planeta Terra. O problema é que como qualquer E.T que se preze os Skrugs querem destruir e dominar tudo e todos.Agora, Joey usará Heroman para defender nosso planeta.

A animação fica a cargo do estúdio Bones, responsável, entre outros, pelas duas séries de FullMetal Alchemist,Wolf’s Rain, RahXephoon e Angelic Layer..(er.. ok podem esquecer essa última) sinônimo de boa animação. Assisti apenas ao primeiro episódio até agora,mas pretendo continuar acompanhando.

Ah e por ser algo do Stan Lee, claro que ele faz sua participação especial de sempre.ele aparece como um dos fregueses do restaurante onde Joey trabalha.

Abaixo o Trailer de Heroman,Mas continuem lendo.

 

 

 

EXCELSIOR!

Heroman não é a primeira investida de Stan no mundo dos mangás. Em 2008 ele firmou uma parceria com Hiroyuki Takei, autor de Shaman King e lançaram o mangá Karakuridooji Ultimo que conta a história de dois garotos mecânicos, Ultimo(o bem absoluto) e Vice( O mau ) criados a milhares de ano pelo Dr. Dunstan (Que é a cara do próprio Stan). Ambos ficaram em animação suspensa e são revividos em nosso tempo para decidirem de uma vez quem venceria.

Ultimo foi publicado em um único volume no Japão, e não há previsão de uma versão animada.

Ainda sobre Heroman:Eu até tinha lido sobre a estréia, mas havia esquecido completamente,então Agradecimentos ao Thiago do site Portallos por me lembrar com este post do site.

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Séries & TV

Japoneses elegem 20 melhores doramas exibidos as segundas-feiras

O site Kawaii Joyuu publicou uma pesquisa bem interessante sobre quais doramas favoritos do público japonês, que foram exibidos no horário das 21 horas de segunda feira. A pesquisa levou em conta doramas de 1987 até os atuais. Tem muita série boa na lista, como Hero, Proposal Daisakusen, Beach Boys, Buzzer Beat, HERO, Love Generation, Nodame Cantabile, Long Vacation e muito mais.

No Japão, suas séries são exibidas uma vez por semana, sendo natural cada dia ter um estilo diferente. Os doramas são exibidos normalmente por 3 meses, sendo lançados por estações do ano. A faixa das 21 horas é semelhante ao Brasil com suas novelas, sendo a faixa nobre das emissoras japonesas, aonde, portanto se restringe o lançamento das melhores séries.

A pesquisa teve uma média de 3 mil votos.

01 – Sugao no Mamade (’92)
02 – Yamato Nadeshiko (’00)

03 – Suppli (’06)
04 – 101st Marriage Proposal (’91)

05 – Long Vacation (’96)
06 – Kyoshi Binbin Monogatari (’88/’89)
07 – Hitotsu Yane no Shita (’93)
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08 – Galileo (’07)
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09 – Proposal Daisakusen (’07)
10 – Tokyo Love Story (’91)
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11 – Code Blue 2nd Season (’10)
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12 – Nodame Cantabile (’06/’08)
13 – Kimi no Hitomi ni Koi Shiteru! (’89)
14 – Antique (’01)
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15 – Beach Boys (’97)
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16 – HERO (’01)
17 – Lunch no Joou (’02)
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18 – Buzzer Beat (’09)

19 – Bara no nai Hanaya (’08)
20 – Love Generation (’97)

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Cultura Pop

Box Cart Race

A Red Bull sempre faz uns eventos diferentes… Muitos devem conhecer o Flugg Tag, aquele evento aonde o pessoal cria “aviões” diferentes para se jogarem em um lago ou praia ou algo do tipo. O que vale é a criatividade…

Então, existe uma competição desse tipo só que de carros… E foi realizada uma em Tokyo!

Já era de se esperar coisas tipo carros samurais e relacionados a Tokusatsus ou Mangas, mas eu tenho que reconhecer que o carro iPhone foi um dos mais loucos que eu já vi…

Segue o video:

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Artigos

Nos tempos de Kurosawa (a história sobre os 4 importantes cinemas da Liberdade)

Na terceira e última parte da matéria especial da Folha de São Paulo, foco principal do texto, a comemoração de 100 anos do Kurosawa. O jornal decide investigar a história dos 4 principais cinemas japoneses que existiam no bairro da Liberdade, em São Paulo.

É uma pena que no centenário do Kurosawa, pouco sobrou do país. Seja porque Cine Niteroi teve que ser demolido para construção da avenida Radial Leste-Oeste. Hoje, o que sobrou no lugar é um jardim mal preservado que não faz jus a importância que esse cinema teve no país.

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Texto da Folha de São Paulo

Nos tempos de Kurosawa

No dia do centenário do maior cineasta japonês, morto em 1998, Folha recolhe lembranças do famoso circuito de cinemas da Liberdade

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Fachada do Cine Niterói, que funcionou na av.Galvão Bueno entre 1953 e 1968, junto com restaurante, hotel e salão de festas

FERNANDA EZABELLA
REPORTAGEM LOCAL

A casa que lotava para ver o tilintar das espadas de samurai, nos filmes épicos de Akira Kurosawa, hoje só enche em dia de evento gospel. No bairro da Liberdade, em São Paulo, não há mais rastros da efervescência cinéfila da colônia japonesa, que por três décadas viu nascer e morrer quatro salas de cinema exclusivas para filmes japoneses: Cine Niterói, Cine Tokyo, Cine Nippon e Cine Jóia.

Na ocasião do centenário de Kurosawa (comemorado hoje), o mais importante cineasta japonês, morto em 1998 aos 88 anos, a reportagem foi atrás das memórias dos frequentadores desse circuito da Liberdade, que chegavam a dar volta no quarteirão em dia de lançamento, eles de terno e gravata, elas de vestido.

A sala mais antiga, o Cine Niterói, foi construída do zero, em 1953. Além dos dois andares de cinema, com 1.500 poltronas, havia um restaurante, um hotel e um salão de festas que chegou a receber exposições de Manabu Mabe (1924-1997).

“O cinema foi construído com muito feijão”, lembra o japonês Susumu Tanaka, 96, sobre os carregamentos que fazia por fazendas do interior do Paraná, que ajudaram a pagar o empreendimento do irmão mais velho. “Deixávamos de jantar e ia todo mundo ao cinema”, diz Tanaka, que deixou a cidade de Osaka aos 10 anos.

Com a chegada dos outros três cinemas, distribuidoras japonesas se instalaram na região e passaram a trazer astros para divulgar os filmes, como Toshiro Mifune, o predileto de Kurosawa, e Yuzo Kayama, uma espécie de Roberto Carlos oriental. As companhias também ganharam exclusividade nas salas: a Toho, por exemplo, que tinha obras de Kurosawa e Eizo Sugawa, se aliou ao Cine Tóquio e, mais tarde, ao Jóia.
“O Cine Jóia era todo esculhambado, sujo, os banheiros cheiravam mal”, lembra o monge budista Ricardo Mario Gonçalves, 68, que na época era um badalado tradutor de legendas da Toho, incluindo diversos de Kurosawa, como “Viver” e “Trono Manchado de Sangue”. “Já o Nippon era o mais jeitosinho, as meninas todas uniformizadas, como aeromoças.”

O “menos” japonês
A fama de Kurosawa, que já naquela época era considerado um gênio, ganhador de diversos festivais e um Oscar por “Rashomon” (1950), fazia com que seus filmes fossem além da Liberdade, chegando também ao Ipiranga ou Odeon. Isso levou muitos cinéfilos que viviam no circuito japonês a tachar a obra de Kurosawa de “muito ocidentalizada” ou “carne de vaca”.

“Rejeitar Kurosawa virou um sinal de distinção”, conta o pesquisador Alexandre Kishimoto, autor de uma tese sobre os cinemas, apresentada neste mês na USP. “Os não-nikkei [não descendente de japonês] que passaram a frequentar as salas da Liberdade tiveram a oportunidade de conhecer muito mais do cinema japonês do que só os filmes de sucesso dos festivais.” Foi assim que críticos e cineastas brasileiros, como Carlos Reichenbach, passaram a conhecer, antes mesmo dos europeus, japoneses como Ozu, Naruse e Gosho.

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Cinemas da Liberdade viraram igrejas e jardim sujo

Hoje, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria que resgata o cinema japonês no Brasil na década de 60 e 80. Nessa época, foi o auge de produções japonesas no país, vinha mais de 100 filmes por ano, e todas as grandes produtoras tinham suas filiais no Brasil.

A verdade que o texto da Folha não tocou muito foi que a colônia se adaptou ao Brasil, se afastando das produções nipônicas é verdade. Agora, graças ao crescimento de locadoras piratas, aonde gravações de novelas, séries, animes fizeram a alegria da colônia, com pessoas gravando da televisão japonesa e mandando as fitas pro Brasil, e por outro lado, as empresas oficiais fechavam suas portas no país. Foi por negligência e falta de cuidado da colônia que apenas se foca em cultura e tradição, ao invés de apoiar e manter as empresas japonesas no Brasil.

Quem sabe, se a colônia tivesse agido de forma diferente, hoje o país, teria estréia simultâneas e talvez complexo de cinemas japoneses e até um circuito especializado, o que acarretaria numa divulgação e exposição maior de filmes, séries do tipo para a televisão brasileira, sem intermédios, como é hoje em dia.

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Texto da Folha de São Paulo

Cinemas da Liberdade viraram igrejas e jardim sujo


À esq., o Cine Jóia em registro dos anos 80, na praça Carlos Gomes; hoje, local abriga igreja pentecostal
FERNANDA EZABELLA
da Folha de S.Paulo

Um jardim malcuidado, ainda que protegido por grades vermelhas, ocupa hoje o espaço que foi do pioneiro Cine Niterói, demolido em 1968 para a construção de uma avenida e um viaduto. “Isso aqui aos domingos ficava cheio de japonês solteiro, como eu”, lembra o acupunturista Shigueo Matsukawa, 68, na r. Galvão Bueno.

O cinema chegou a ter uma sobrevida em outro endereço, mas fechou nos anos 80 após se entregar às pornochanchadas.

Já o Cine Jóia, na praça Carlos Gomes, virou igreja pentecostal e escola de black music, bem ao lado de um centro de umbanda e outro de espiritismo. O prédio ainda tem a mesma estrutura, mas no lugar da grande tela, um altar e tablado para eventos gospel. A sala do projecionista virou camarim.

À esq., o Cine Jóia em registro dos anos 80, na praça Carlos Gomes; hoje, local abriga igreja pentecostal e escola de black music
À esq., o Cine Jóia em registro dos anos 80, na praça Carlos Gomes; hoje, local abriga igreja pentecostal

As outras duas salas da Liberdade, Tokyo e Nippon, tiveram sorte parecida. A primeira virou igreja evangélica nipo-brasileira, e a segunda, um centro cultural que promove bailes e aulas de etiqueta japonesa.

“O cinema era a pracinha de antigamente, 50% da vida cultural da colônia era ali”, diz Nelson Hirata, 65, cujo pai foi um dos pioneiros nas projeções ambulantes de filmes japoneses pelo interior de São Paulo, tudo em 35 mm, nos anos 30. Mais tarde, a patriarca Kimiyasu abriria o Cine Nippon.

“Mas a lei que obrigava a passar filmes nacionais [brasileiros] acabou com os cinemas”, lembra Hirata, que virou lanterninha aos seis anos e programador de cinema mais tarde.

A fase áurea da Liberdade chegou a ter 166 filmes japoneses lançados num único ano, em 1963, embora a média fosse de cem, diz o pesquisador Alexandre Kishimoto. A popularização do VHS e a decadência do próprio cinema japonês colaboraram para o fim do circuito.

“Naquele tempo, íamos à Liberdade mais pelos cinemas do que pelos restaurantes”, diz Leon Cakoff, criador da Mostra Internacional de Cinema de SP, que teve pôster da 20ª edição, em 1996, assinada por Kurosawa. “Hoje a colônia se abrasileirou, e para ver um filme japonês você não precisa ver num gueto.”

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Viagem: Casa no Japão

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Esse post é pro pessoal que gosta quando escrevo sobre minha viagem ao Japão. Bom, eu morei por lá, por três longos meses, hospedado na casa do Minoru, um amigo que ajudou a realizar o sonho de morar no Japão.

Esse apartamento ficava num prédio em Hekinan, na frente da estação de mesmo nome. E realmente mesmo que pequeno, ele se tornou um lugar especial, principalmente porque madruguei muitas vezes no apartamento, conversando com o pessoal do Brasil.
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Ás vezes de madrugada, batia uma fome, e eu ia num konbini, na rua ao lado e andava pacas. Quando ia pra Tokyo ou outra região do Japão, quando eu via o prédio da estação, me fazia sentir em casa.

Muitas vezes, eu deixava o chuveiro ligado pra encher a banheira, enquanto assistia um episódio de algum animê ou dorama, pra tomar banho.
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Ria muito, de o Minoru deixar o ar do apartamento 30 graus, num calor absurdo, enquanto lá fora estava debaixo de zero. Resumindo, pessoal andando dentro do apartamento só de bermuda e camiseta.
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Uma das lembranças que tenho que o detergente que o Minoru comprava, tinha cheiro de laranja, quando lavava a louça, tinha um cheiro de Skitttles.
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Uma das fotos são as latas e garrafas lavadas, no Japão o lixo é separado, sendo incinerado o que não pode ser aproveitado. Todas as embalagens plásticas são lavadas e levadas pra supermercados, ou mesmo um local em que a prefeitura recolhe, e é lei, porque senão fizer e jogar no lixo comum, você será multado.
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Até o próximo post que fale sobre a viagem no Japão.
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Cultura Pop

Quais os melhores blogs de 2009 no Japão?

O serviço de blogs, Ameba (sem trocadinhos infames, por favor!), realizou uma pesquisa em dezembro e janeiro, sobre quais foram os melhores blogs de 2009 e num total de 170 mil votos, estão aqui os blogs favoritos pelos japoneses:

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Talento/Ator

Takeru Sato

http://ameblo.jp/takeru-s/

Talento/Atriz

Nozomi Tsuji

http://ameblo.jp/tsuji-nozomi/

Modelo/Gravure

Rinka

http://www.smooche.jp/rinka/

Comediante

Ken Shimura

http://kenshimura.livedoor.biz/

Cultura

Yuri Fujikawa

http://ameblo.jp/fujikawa-yuri/

Esse é o quarto ano do “Blog od the Year Awards” realizado pela Ameba, tem aproximadamente 6.000 blogs de celebridades japonesas.

Fonte: Tokyograph

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Artigos

Machiko Soga – As várias faces de uma eterna vilã

Quem acompanhou séries de tokusatsu certamente deve se lembrar de alguém que, vira e mexe, se destacava no papel de vilã, e interpretava seus papéis sempre de forma carismática e até bem-humorada, às vezes. Pois bem, esse alguém é ninguém menos que Machiko Soga – que, há pouco mais de três anos e meio, partiu para o andar de cima – e é dela que nós vamos falar nesta matéria de hoje.

Machiko Soga nasceu em 18 de março de 1938 no distrito de Hachioji, em Tokyo, e teve sua vida marcada por algumas tragédias familiares. Perdeu a mãe ainda criança, sendo então criada por seu pai. Perdeu também dois irmãos, um durante uma guerra, e a irmã, durante o parto. Apenas um irmão da atriz ainda está vivo. Seu pai faleceu em 1991.

A princípio, Machiko tentou a carreira de cantora. Mas acabou se dando melhor como dubladora, e mais tarde, como atriz. Seu primeiro trabalho foi em 1961, no programa infantil Chirorinmura to Kurumi no Ki (“A vila Chirorin e o pé de Noz”), da NHK. Quatro anos mais tarde, ganhou destaque por fazer a voz do fantasminha Q-taro no anime Obake no Q-tarō, dos mesmos criadores de Doraemon, exibido na TBS entre 1965 e 1968. Logo depois, em 68, ela ainda faria a voz do Cyborg 007 em Cyborg 009.

Como atriz, seu primeiro papel, logo de cara, foi uma vilã: God Iguana, de Ai no Senshi Rainbowman, série de 1975. No mesmo ano, ela fez uma de suas únicas personagens “boazinhas”: a bruxinha Bellbara, de 5-Nen 3-Kumi Mahou-gumi.

Mas a fama de Machiko como vilã se consolidou mesmo no começo dos anos 80, quando interpretou a sádica Rainha Hedrian, líder do Império Vader, em Denjiman (1980). O sucesso da personagem foi tamanho, que ela acabou reaparecendo no ano seguinte, em Sun Vulcan (1981).
Pouco depois, Machiko ainda faria mais um trabalho como dubladora, emprestando sua voz à bolinha falante Ballboy, de Machineman (1984). No Brasil, as duas atuações mais conhecidas de Machiko dentro dos tokusatsu foram a Rainha Pandora, líder do Império Water de Spielvan (1986) e a feiticeira Aracnin Morgana (Yonin Kumo Gozen, no original) de Jiraya (1988). Ela também chegou a fazer algumas pontas em outras séries, como Battle Fever J (1979), Gyaban (1982), Sharivan (1983) e Maskman (1987 – aqui, ela aparece no episódio 30, como a mãe do vilão Barrabás).



Em 1992, Machiko interpretou a Rainha Bandora, vilã principal de Zyuranger. Nos EUA, a série foi usada como base para a produção de Mighty Morphin Power Rangers, onde a personagem de Machiko acabou virando a Rita Repulsa. Power Rangers foi um sucesso estrondoso nos EUA e em várias partes do mundo, e a carreira de Machiko acabou ganhando projeção internacional.

Paralelamente à carreira de atriz, Machiko abriu uma loja de antiguidades, chamada Stella, no bairro de Kunitachi, em Tokyo. Ali, ela vendia artigos diversificados, como roupas, acessórios, jóias, tapeçaria e até mesmo perfumes de fabricação própria. Na realidade, a idéia da loja surgiu de uma galeria de quadros que ela mesma mantinha, no bairro de Harajuku, em meados dos anos 80. Quando não estava atuando, ela era sempre vista na sua loja, e estava sempre pronta para uma boa conversa com seus fãs.

Em 2005, foi revelado que Machiko sofria de um câncer no pâncreas, e que ela lutava há cerca de dois anos contra essa doença. Neste mesmo ano, ela interpretara uma heroína: a maga Magiel, que apareceu nos episódios finais de Magiranger. Foi seu último trabalho na TV.

Ela ainda veio a fazer mais uma vilã: a Rainha Negra da Galáxia (Ankoku Ginga Joou), do jogo Uchuu Keiji Tamashii (ou Space Sheriff Spirits), para PlayStation 2.

Em 7 de maio de 2006, Machiko Soga perdeu a batalha contra o câncer, e veio a falecer, aos 68 anos de idade. Seu corpo foi encontrado pela polícia em sua residência no bairro de Kunitachi, em decorrência de um telefonema de um funcionário de seu antiquário, preocupado com o fato dela não ter ido trabalhar naquele dia.
Chega ao fim, assim, uma brilhante carreira, marcada por personagens e atuações únicas, que vão ficar pra sempre na memória dos fãs.

Descanse em paz, Machiko Soga. Este é o tributo do J-Wave a esta inesquecível artista.

Fontes: Wikipedia, Mundo Toku, Universo Otaku, findagrave.com

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Pesquisas e Top

Oricon Ranking: atores e atrizes mais promissores para 2010

No mês passado, Oricon entrevistou 800 homens e mulheres com idade inferior a 30 anos para descobrir quais atores e atrizes que têm grandes expectativas em relação a 2010.

Atores

1. Masaki Okada

2. Haruma Miura
3. Seishiro Kato

4. Takeru Sato

5. Osamu Mukai

6. Junpei Mizobata

7. Koji Seto

8. Kento Hayashi

9. Shunsuke Daito

10. Yusuke Yamamoto

Atrizes

1. Yuriko Yoshitaka

2. Umika Kawashima

3. Keiko Kitagawa

4. Kie Kitano

5. Mirai Shida

6. Kaho

7. Nozomi Sasaki

8. Mikako Tabe

9. Mitsuki Tanimura

10. Aya Omasa


Fonte: Tokyograph e Japan Now