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4ª Festival de Cinema Brasileiro em Lima | Vitória com Fernanda Montenegro abre festival em Lima e celebra o melhor ano do cinema brasileiro

O cinema brasileiro nunca esteve tão em alta. Depois de conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e brilhar em Cannes com O Agente Secreto, que rendeu prêmios de melhor direção para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura, o Brasil agora leva sua produção mais recente ao público peruano.

De 20 a 25 de junho, o CCPUCP recebe a 4ª edição do Festival de Cinema Brasileiro em Lima. A abertura oficial acontece nesta sexta-feira, dia 20, com exibição de Vitória, filme dirigido por Andrucha Waddington e estrelado por Fernanda Montenegro, às 18h30. Antes disso, às 16h, o evento presta homenagem ao maestro João Carlos Martins com a exibição de João – O Maestro, de Mauro Lima.

Com uma seleção de 10 filmes contemporâneos, o festival apresenta uma amostra do cinema nacional em sua fase mais premiada e reconhecida internacionalmente. A programação inclui longas de diferentes gêneros, entre drama, comédia, documentário e biografia.

Destaques da programação

Entre os destaques, o documentário Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes, revela os bastidores da turnê de despedida de Milton Nascimento e mergulha na carga espiritual e nas raízes culturais que moldaram a carreira do artista. O filme acompanha a emoção dos fãs e mostra a importância de Milton como ícone da música brasileira.

Outro filme que chama atenção é Malu, de Pedro Freire, vencedor do Festival do Rio 2024 nas categorias de Melhor Longa de Ficção, Melhor Roteiro, Melhor Atriz e Melhores Atrizes Coadjuvantes, além de ter sido selecionado para o Festival de Sundance. A história gira em torno de uma atriz desempregada que vive com a mãe em uma favela carioca e enfrenta um relacionamento difícil com a filha.

A Vilã das Nove, de Teodoro Poppovic, brinca com a metalinguagem ao contar a história de Roberta, uma mulher que vê sua vida ser transformada em novela sem sua autorização — e ainda como a vilã da trama. O filme questiona os limites entre vida real e ficção num Brasil dominado pela cultura das telenovelas.

O cinema como ponte cultural

O festival também exibe Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes, inspirado no livro de Milton Hatoum, que trata da imigração libanesa na Amazônia. Kasa Branca, de Luciano Vidigal, traz uma história sensível sobre juventude periférica e memória afetiva. A Metade de Nós, de Flávio Botelho, mergulha no luto de um casal idoso que perdeu o filho. Já Oeste Outra Vez, de Erico Rassi, propõe um duelo emocional entre dois homens abandonados pela mesma mulher. E Evidências do Amor, de Pedro Antonio Paes, fecha com leveza ao contar a história de um casal unido pela canção Evidências, sucesso eterno nos karaokês brasileiros.

O embaixador do Brasil em Lima, Clemente Baena Soares, destacou a conexão afetiva entre Brasil e Peru: “É emocionante ver como o público peruano se identifica com nossos filmes, como se reconhecesse ali partes de si mesmo”.

Fernanda Bulhões, diretora da Linhas Produções Culturais, reforça o impacto do cinema brasileiro no exterior: “Contamos histórias que atravessam fronteiras porque falam de sentimentos universais, mas com um sotaque que é familiar a todos nós”.

Com entrada gratuita e sessões para todos os gostos, o Festival de Cinema Brasileiro em Lima se consolida como vitrine internacional de um cinema que vive seu melhor momento – vibrante, plural e mais conectado do que nunca com o público latino-americano.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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