A Cinemateca Brasileira foi palco de uma movimentação histórica entre os dias 25 e 27 de junho, durante a realização do 4º Fórum Spcine. A edição de 2025 não apenas consolidou o evento como um dos mais relevantes encontros do setor audiovisual no país, como também quebrou recordes de público e participação.
Ao todo, 4200 pessoas circularam pelo evento ao longo dos três dias — um crescimento de 20% em relação à edição anterior. O número de credenciados também chamou atenção: foram 1500 registros emitidos, o dobro dos 750 contabilizados em 2024. Os números refletem o interesse crescente do setor por espaços de discussão, formação e articulação em torno do audiovisual brasileiro.
Audiovisual em pauta
Com mais de 40 atividades gratuitas, o fórum trouxe uma programação abrangente que incluiu painéis temáticos, oficinas práticas, masterclasses, mentorias e grupos de trabalho. As ações reuniram representantes do setor público, profissionais do mercado, coletivos culturais, pesquisadores e lideranças de diversas regiões do Brasil, além de convidados internacionais.
A diversidade de abordagens reforçou o compromisso da Spcine com a descentralização e o fortalecimento de redes colaborativas. Em tempos de transformação no setor, o Fórum se destacou como um ponto de encontro necessário para refletir sobre políticas públicas, inovação, sustentabilidade, inclusão e os caminhos possíveis para o audiovisual nacional.
Cinemateca como território de futuro
A escolha da Cinemateca Brasileira como sede do evento não foi apenas simbólica. O espaço, historicamente ligado à preservação da memória do cinema brasileiro, vem se consolidando também como ambiente de debates e projeções sobre o futuro do audiovisual. A movimentação intensa durante o Fórum evidenciou esse papel, conectando diferentes gerações e agentes do setor em torno de ideias, práticas e propostas.
Com os resultados alcançados em 2025, o Fórum Spcine reafirma sua relevância como espaço estratégico de escuta e formulação para o audiovisual brasileiro — não apenas em números, mas pela potência das trocas que promove.

