Do Anime Friends, em São Paulo, à Anime Expo de Los Angeles, Gachiakuta chegou com tudo, misturando cultura de rua e rebeldia shonen em sua estreia mundial na Crunchyroll. Para marcar o lançamento do anime, a plataforma promoveu o Gachiakuta World Takeover, uma ação global que passou por 12 cidades com pré-estreias, murais de graffiti e ativações imersivas.
No Brasil, os visitantes do Anime Friends puderam assistir ao primeiro episódio antes de sua exibição oficial. O estande da Crunchyroll recebeu mais de 38 mil pessoas ao longo dos quatro dias de evento. Além do episódio, fãs mergulharam no universo de Gachiakuta com ambientações estilizadas e curiosidades sobre os personagens.
Já na América Latina, a Cidade do México foi palco de uma premiére em cinema para fãs, jornalistas e influenciadores. Nos Estados Unidos, a Anime Expo contou com a presença da autora Kei Urana, do grafiteiro Hideyoshi Andou e do produtor Naoki Amano (Bones Film) em um painel especial que celebrou a produção e seu visual ousado.
O impacto visual também foi destaque em outras partes do mundo. Cidades como Tóquio, Paris, Roma, Milão, Mumbai, Taipei, Hong Kong, Berlim e San Diego receberam murais de graffiti inspirados no anime, misturando arte urbana e cultura otaku de maneira provocativa e simbólica, em sintonia com a proposta da série.
O segundo episódio estreia neste sábado, 13 de julho, com dublagem e legendas em português.
Brasil

México


EUA / Billboard

EUA / San Diego


Sobre a obra

Baseado no mangá escrito por Kei Urana com arte de graffiti de Hideyoshi Andou, Gachiakuta começou a ser publicado na revista Weekly Shōnen Magazine em fevereiro de 2022 e já conta com 15 volumes encadernados. A série mistura ação, crítica social e arte urbana em um mundo onde os rejeitados são literalmente jogados no lixo.
A história acompanha Rudo, um jovem marginalizado e injustamente acusado de assassinato. Condenado sem chance de defesa, ele é lançado no abismo conhecido como O Poço, um gigantesco depósito de lixo onde vivem criaturas monstruosas feitas de entulho. Lá, Rudo descobre sua conexão com o poder dos Vital Instruments, objetos imbuídos de emoções que podem ser transformados em armas. Ele se une a um grupo conhecido como Cleaners, que combate os monstros e tenta restaurar alguma ordem ao caos do mundo descartado.
A produção do anime ficou a cargo do estúdio Bones Film e destaca-se pelo traço estilizado, personagens com visual único e cenários que misturam lixo e arte de forma visceral. Graffiti não é apenas estética, é parte essencial da narrativa e da identidade de Gachiakuta.
A criação do universo de Gachiakuta nasceu da própria infância de Urana. A autora revelou que o conceito de objetos carregarem sentimentos surgiu quando quebrou, acidentalmente, uma caneta favorita, sentindo como se o objeto tivesse “pedido socorro”. Essa relação emocional com o que é descartado é a espinha dorsal da obra, reforçada pela arte urbana como expressão de resistência, identidade e poder.
Gachiakuta não é só mais um anime de ação. É uma crítica feroz à desigualdade, ao descarte humano e à hipocrisia da elite, tudo isso embalado com socos, spray e gritos de vingança.


