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Nossa Terra, Nossa Voz | Mostra apresenta seleção diversa de 13 filmes no Spcine Play

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NOSSA TERRA, NOSSA VOZ

A mostra Nossa Terra, Nossa Voz reúne uma seleção diversa de 13 filmes, entre documentários, ficções, animações e filmes experimentais, disponíveis gratuitamente no catálogo da Spcine Play. Com curadoria de Carol Almeida e Kênia Freitas, a programação conecta histórias de diferentes povos ao redor do mundo, destacando a luta pelo direito à terra da Palestina aos Andes colombianos, do Brasil aos territórios indígenas.

Vozes plurais e protagonistas femininas

A diversidade de perspectivas é uma marca da mostra. Das 13 produções, sete têm mulheres na direção, o que reforça o protagonismo feminino em narrativas que abordam um tema fundamental e urgente: o vínculo entre território, memória e resistência.

Entre esses títulos estão filmes que tratam tanto do impacto das políticas de terra no cotidiano das comunidades quanto de experiências subjetivas e espirituais ligadas ao território. Conheça alguns destaques:

Chão
(Chão, Brasil, 2019)
Direção: Camila Freitas
Sinopse: Com mais de 600 famílias sem-terra, o filme acompanha a ocupação de uma fazenda de cana-de-açúcar em Goiás e as estratégias de resistência do movimento social.
Duração: 112 minutos
Classificação indicativa: 10 anos

Estamos Todos Aqui
(Estamos Todos Aqui, Brasil, 2018)
Direção: Chica Andrade e Rafael Mellim
Sinopse: Rosa é expulsa de casa e precisa construir seu próprio barraco. Mas enquanto ela faz os seus corres para erguer qualquer teto, um projeto de expansão imobiliária é desenhado no território do maior porto da América Latina. O projeto, o trem, as falsas promessas de desenvolvimento avançam, não só sobre Rosa, mas sobre todos os moradores da Favela da Prainha.
Duração: 20 minutosClassificação indicativa: 12 anos

Seu Pai Nasceu com 100 anos, assim como o Nakba
(Your Father Was Born 100 Years Old and So Was the Nakba, Estados Unidos, Líbano, Palestina, 2017)
Direção: Razan AlSalah
Sinopse: Oum Amin, uma avó palestina, retorna à sua casa em Haifa a partir do Google Maps street-view, pois essa é a única maneira que ela tem de poder voltar ao seu lar. Onde está Amin nesse mapa? Onde estão as fraturas nesse mapa?
Duração: 7 minutos
Classificação indicativa: Livre

Nossa Voz de Terra, Memória e Futuro
(Nuestra voz de tierra, memoria y futuro, Colômbia, 1981)
Direção: Marta Rodriguez, Jorge Silva
Sinopse: Clássico do Novo Cinema Político Latino-Americano que registra a fundação do CRIC e a luta indígena por cultura, território e direitos.
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

Ouroboros
(Ouroboros, França, Palestina, Bélgica, Catar, 2017)
Direção: Basma al-Sharif
Sinopse: A premissa nietzschiana do “eterno retorno” se alia ao conceito de “tempo perturbado” da Palestina, em Edward Said, para mover esse filme em círculos onde todo fim é também um começo. Um tributo experimental à Gaza a partir dos seus escombros e da impossibilidade de pensar o tempo nos termos de passado, presente e futuro quando a máquina do progresso só consegue destruir o que se encontra diante dela.
Duração: 77 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!
(Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!, Brasil, 2020)
Direção: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu, Roberto Romero
Sinopse: Os Maxakali narram, em primeira pessoa, o impacto da presença dos brancos em suas terras, guiados pelos yãmiyxop, espíritos ancestrais.
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: Livre

Foto- Mãtãnãg, a Encantada

Mãtãnãg, a Encantada
(Mãtãnãg, a encantada, Brasil, 2019)
Direção: Shawara Maxakali e Charles Bicalho
Sinopse: Mãtãnãg segue o espírito do marido morto até a aldeia dos mortos, cruzando mundos sob a ótica espiritual Maxakali.
Duração: 14 minutos
Classificação indicativa: Livre

Além desses, a mostra inclui outras obras essenciais, como Estamos Todos Aqui (2018), que retrata a luta contra a especulação imobiliária na Favela da Prainha, em Santos, e Mãtãnãg, a Encantada (2019), que explora a espiritualidade Maxakali.

Curadoria e produção com foco na diversidade

Carol Almeida e Kênia Freitas trazem suas trajetórias acadêmicas e de curadoria para compor uma programação que amplia olhares e vozes sobre a questão da terra. Carol é pesquisadora e professora da UFPE, com vasta experiência em festivais e mostras, especialmente em cinema contemporâneo e representatividade feminina. Kênia, professora da UFS, pesquisa Afrofuturismo e Cinema Negro, e tem ampla atuação em curadoria de mostras com foco em vozes negras e femininas.

A mostra é produzida pela Caprisciana Produções, produtora cultural do Rio de Janeiro reconhecida por sua atuação no desenvolvimento de projetos artísticos e audiovisuais que exploram temáticas sociais e culturais relevantes, destacando-se em curadorias que dialogam com questões contemporâneas e históricas do Brasil e do mundo.

Acesso e programação

Disponível desde 4 de julho de 2025, Nossa Terra, Nossa Voz permanece no catálogo da Spcine Play por um ano, com acesso gratuito. A plataforma é pioneira no Brasil como streaming público e oferece um espaço privilegiado para cineastas emergentes e produções que dialogam com temas sociais urgentes.

SERVIÇO

Mostra: NOSSA TERRA, NOSSA VOZ 

Curadoria: Carol Almeida e Kênia Freitas

Produção: Caprisciana Produções

Quando: a partir de 04/07/2025, ao longo de um ano 

Onde: spcineplay.com.br

Quanto: gratuita 

Acompanhe no Instagram: @nossaterranossavoz @capriscianaproducoes @spcineplayoficial

Mais informações e programação completa estão disponíveis em: spcineplay.com.br

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