O Superman voltou com tudo aos cinemas e, desta vez, fazendo história. O novo filme do herói, dirigido por James Gunn e protagonizado por David Corenswet, registrou a maior estreia de um título da DC Comics nos últimos três anos, segundo a Ingresso.com. Só no primeiro fim de semana no Brasil, o longa já figura entre os três maiores lançamentos do ano, ao lado de Lilo & Stitch e Um Filme Minecraft.
Nos Estados Unidos, os números impressionam ainda mais: foram US$ 122 milhões arrecadados no fim de semana de estreia, segundo a Variety. Com isso, o novo Superman supera a abertura de O Homem de Aço (2013), estrelado por Henry Cavill, que havia estreado com US$ 116,6 milhões. Trata-se também da segunda maior abertura da carreira de James Gunn, atrás apenas de Guardiões da Galáxia Vol. 2.
Mais do que uma estreia bombástica, o filme representa o primeiro passo do novo DCU (Universo Cinematográfico da DC), que estreia sob o selo Capítulo Um: Deuses e Monstros. Gunn assume o comando criativo dessa nova fase, trazendo uma abordagem que busca equilibrar o idealismo clássico dos quadrinhos com narrativas mais humanas e conectadas.
Diferente das versões anteriores, o novo longa aposta na juventude de Clark Kent, mostrando seus primeiros dias como jornalista no Planeta Diário e os dilemas iniciais de sua jornada como Superman. A escolha de Corenswet, até então mais conhecido por papéis menores, tem recebido elogios pela naturalidade com que interpreta o personagem icônico — algo entre o peso da lenda e a fragilidade de um homem tentando fazer o certo.
O elenco é um dos pontos altos da produção. Rachel Brosnahan vive uma Lois Lane afiada e carismática, enquanto Nicholas Hoult entrega um Lex Luthor cerebral e ameaçador. A trama ainda conta com Isabela Merced como Mulher Gavião, Nathan Fillion como Lanterna Verde, Edi Gathegi como Senhor Incrível e Anthony Carrigan como Metamorfo. Há também uma participação simbólica de Will Reeve, filho do lendário Christopher Reeve, que emociona os fãs em uma homenagem discreta, porém significativa.
Com um visual renovado, tom mais leve e foco nos relacionamentos entre os personagens, Superman 2025 se distancia das abordagens mais sombrias do passado e aposta em um novo tipo de épico: mais humano, mais esperançoso, mais fiel às origens do herói. A bilheteria forte no Brasil reflete o interesse do público por essa nova fase, e o sucesso inicial indica que a aposta da DC pode, enfim, estar dando certo.

