Em plena Flip 2025, a Netflix reuniu um time de peso na Esquina piauí + Netflix para uma conversa sobre adaptação literária que foi muito além da promoção de um filme. A mesa “O Filho de Mil Homens – Do Livro às Telas” contou com a presença do autor Valter Hugo Mãe, do diretor Daniel Rezende, do ator Rodrigo Santoro e da executiva Higia Ikeda, da Netflix Brasil. O bate-papo, mediado por Alejandro Chacoff (revista piauí), explorou os bastidores da adaptação cinematográfica de um dos romances mais sensíveis da literatura contemporânea portuguesa.
Valter Hugo Mãe e o poder da emoção
Visivelmente emocionado, Valter Hugo Mãe afirmou que não esperava tamanha força no resultado final do filme: “Estou até com medo de ser um dos únicos filmes da história a superar o livro”, brincou. O autor destacou a importância de permitir que a adaptação ganhasse vida própria e elogiou a liberdade criativa da equipe.
A estreia de Daniel Rezende como roteirista
Conhecido por sua direção em projetos como Turma da Mônica: Laços, Daniel Rezende estreia como roteirista em O Filho de Mil Homens. Segundo ele, a decisão veio após ser impactado pela leitura do livro: “Desde a primeira vez que li, tive certeza que esse seria o meu próximo projeto.”
Rodrigo Santoro e o desafio de Crisóstomo
Rodrigo Santoro, que vive o protagonista Crisóstomo, descreveu o personagem como algo fora de sua zona de conforto: “Não consigo definir esse personagem. Foi diferente de tudo o que já fiz. Um papel com uma beleza absurda.”
Daniel completou dizendo que a participação de Santoro foi essencial para dar alma ao projeto, que também conta com Johnny Massaro e Rebeca Jamir no elenco.
A visão da Netflix e o futuro do filme
Higia Ikeda, líder de filmes da Netflix Brasil, pontuou que adaptar obras com tanto peso emocional é um desafio: “Temos uma responsabilidade imensa com o público que já ama esse livro.”
Com estreia prevista ainda para 2025, O Filho de Mil Homens promete entregar mais do que uma adaptação fiel – uma experiência audiovisual capaz de tocar os espectadores com a mesma intensidade da obra original.

