O premiado longa-metragem “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, dirigido por Bruno Costa, foi selecionado para integrar a Mostra Competitiva Internacional de Longas-Metragens do 19º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultural da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontece entre 22 e 29 de agosto em Fortaleza (CE). A exibição está marcada para 24 de agosto, às 19h, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
O festival, que celebra o Mês da Visibilidade Lésbica com o tema “Visíveis e Infinitas”, oferece programação gratuita com cinema, teatro, shows e oficinas, destacando narrativas de representatividade e liberdade de existir, sentir e amar.
Uma protagonista surda e representatividade em cena

O longa marca um marco no cinema brasileiro: Gabriela Grigolom é a primeira atriz surda a protagonizar um filme nacional. Ela interpreta Lola, uma jovem negra e surda que luta para manter sua companhia de teatro ativa. A personagem se envolve com Sol (Chiris Gomes), professora de sua filha, dando início a um romance que desafia preconceitos e barreiras de comunicação.
Além de Gabriela, a produção contou com mais de 30 figurantes surdos e sete atores surdos no elenco. O consultor e intérprete de Libras Jonatas Medeiros atuou como assistente de direção, garantindo que a comunicação no set fosse inclusiva e plural. A abordagem estendeu-se à tradução em Libras no filme: intérpretes reproduzem gestos, figurinos e posições em cena de acordo com cada personagem, integrando estética e acessibilidade.
Bruno Costa, responsável também pelo premiado “Mirador” e co-diretor da série “Cidade de Deus: A Luta Não Para”, reforça a importância do filme para a representatividade surda:
“Este é um filme feito para todos, principalmente para a comunidade surda. Não se trata apenas de acessibilidade, mas de respeito e integração da Libras à narrativa cinematográfica.”
Romance e conflitos sob o mesmo teto
A história acompanha Sol, professora que decide se separar do marido Miguel (Octávio Camargo), e cria uma conexão inesperada com Lola. À medida que Lola passa a frequentar a casa de Sol, uma convivência improvável surge, com desafios de convivência e superação do orgulho individual.
O filme também explora os preconceitos enfrentados por Lola, relacionados à surdez e à homofobia, trazendo à tela um retrato sensível e inclusivo do cotidiano da comunidade surda.
Reconhecimento em festivais
Mesmo em sua curta trajetória, o longa já coleciona prêmios:
- Melhor Filme (Júri Popular) e Melhor Ator (Octávio Camargo) no CINE PE
- Melhor Filme (voto popular) no Festival Rio LGBTQIA+
- Melhor Filme na Mostra Libras Visuais do DIGO 2025 (GO)
- Melhor Roteiro no CineRO – Festival de Cinema de Rondônia
No For Rainbow, concorre a 10 categorias, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia e Trilha Sonora. O vencedor do Melhor Filme receberá R$10 mil.
Produção e distribuição
Beija Flor Filmes, responsável por títulos como “Alice Júnior” e “Casa Izabel”, assina a produção. A produtora é reconhecida por humanizar narrativas marginalizadas e promover inclusão e diversidade nas telonas. A distribuição será feita pela Elo Studios, com lançamento previsto para 2026.
Ficha Técnica Principal

Direção e Roteiro: Bruno Costa
Produção: Andréa Tomeleri, Gil Baroni
Atrizes principais: Chiris Gomes, Gabriela Grigolom
Ator principal: Octávio Camargo
Elenco coadjuvante: Sophia Grigolom, Regina Bastos, Sidy Correa, Katia Drumond, Maureen Miranda
Direção de Fotografia: Elisandro Dalcin
Montagem: Gabriel Borges
Trilha Sonora: Octávio Camargo
Direção de Arte: Gabriella Olivo
Figurino: Isbella Brasileiro
Distribuição: Elo Studios
Duração: 84 minutos


