O novo filme de Sandra Kogut, No Céu da Pátria Nesse Instante, estreia nos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto. A produção registra um dos períodos mais delicados da história recente do país, acompanhando os bastidores das eleições de 2022 e os eventos que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Rodado ao longo de todo o ano de 2022, o documentário se concentra em personagens que raramente têm voz no noticiário: os voluntários que trabalham para garantir o funcionamento das eleições.
A diretora e sua abordagem
Kogut já havia explorado histórias invisíveis em *Voluntário ***1864 (2021) e mantém aqui seu estilo observador. Conhecida por filmes como Três Verões (2019) e Campo Grande (2015), a diretora constrói um retrato próximo e humano do período, conectando momentos cotidianos com a grande narrativa política.
Para ela, o lançamento agora é especialmente oportuno:
“Quanto mais entendemos o perigo que nossa democracia correu, mais o filme ganha novas camadas. Estamos às vésperas de novas eleições e ainda vivemos as consequências do que aconteceu.”
De Brasília para o mundo
A primeira exibição foi no Festival de Brasília em 2023, marcada por forte reação do público. Desde então, o longa passou por festivais internacionais na Coreia, França e Espanha, dialogando com diferentes contextos políticos e sociais.
Democracia e futuro
No Céu da Pátria Nesse Instante não busca respostas prontas, mas propõe uma reflexão sobre o presente e o futuro da democracia no Brasil. Em meio à polarização e à disseminação de informações falsas, a obra se torna um registro urgente para o debate público.
Pôster

Ficha técnica
Direção e roteiro: Sandra Kogut
Fotografia: Léo Bittencourt
Montagem: Renata Baldi, Sandra Kogut
Som: Bruno Armelin
Trilha sonora: O Grivo
Produção executiva: Desirée Portela
Produção: Ocean Films
Coprodução: Marola Filmes, Kiwi Filmes, Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil
Distribuição: O2 Play
Co-distribuição: Lira Filmes
No Céu da Pátria Nesse Instante estreia 14 de agosto nos cinemas brasileiros, trazendo um retrato próximo e inquietante de um Brasil que ainda sente os reflexos de sua recente crise democrática.


