A corrida rumo ao Oscar® de 2026 já começou, e a República Tcheca escolheu seu representante na categoria Melhor Filme Internacional: o documentário Eu Não Sou Tudo O Que Eu Quero Ser, de Klára Tasovská. A obra, que estreou no Festival de Berlim de 2024, já pode ser assistida no Brasil com exclusividade pelo streaming nacional Filmicca.
Um retrato íntimo e político
O longa mergulha na vida e na arte de Libuše Jarcovjáková, fotógrafa apelidada de “a Nan Goldin da Tchecoslováquia” por sua abordagem direta e intimista da realidade. Em um país sufocado pelo regime pós-Primavera de Praga de 1968, Libuše registrava sua vida, sua sexualidade e a efervescência de uma juventude que buscava liberdade — mesmo quando isso significava enfrentar censura e repressão.
A narrativa é construída a partir de suas fotografias e trechos de diários, conduzindo o espectador por sua mudança para a Berlim Ocidental, a fuga para Tóquio e o retorno à Europa, sempre com a câmera como testemunha silenciosa.
Do festival ao Oscar
Eu Não Sou Tudo O Que Eu Quero Ser chamou atenção internacional já em sua estreia em Berlim e agora carrega o peso de representar a República Tcheca na disputa pela estatueta. A obra se destaca por unir memória pessoal e contexto histórico, apresentando uma artista que transformou sua vida em arte e resistência.
Onde assistir
No Brasil, o filme está disponível exclusivamente na Filmicca, plataforma dedicada ao cinema autoral e cult. O serviço oferece acesso por assinatura ou passe avulso via Pix, com compatibilidade em Smart TVs (Samsung, LG, Android/Google TV, Apple TV, Amazon Fire TV), tablets e smartphones.
Pôster

Sobre a Filmicca
Criada por Gracielly Pinto, a Filmicca reúne um acervo de cerca de 500 títulos, do clássico ao contemporâneo, com curadoria que privilegia obras dirigidas por mulheres, narrativas LGBTQIAPN+, histórias negras e produções de novos cineastas. Entre os nomes presentes no catálogo estão Chantal Akerman, Kiyoshi Kurosawa, André Novais Oliveira, David Cronenberg, Mia Hansen-Løve, Miloš Forman, Víctor Erice e Djibril Diop Mambéty.


