A 8ª Marcha do Orgulho Trans reuniu mais de 20 mil pessoas neste sábado (27), em São Paulo, consolidando a capital como um dos principais palcos mundiais de debate e afirmação da identidade trans. Com o tema “TransAscender”, o ato transformou o Largo do Arouche em um espaço de reivindicação, arte e celebração coletiva.
Cultura e política em diálogo

Organizada pelo Instituto [SSEX BBOX], a marcha teve curadoria de Pri Bertucci, fundadora da iniciativa e criadora do Distrito do Orgulho. O evento reuniu nomes importantes da cena política e cultural, como Erika Hilton, Pepita, Neon Cunha, Jesus Lumma, Nick Cruz, Cumbia Calavera, Whatever Mike, Traeme e o coletivo Capoeira Para Todes.
A programação reforçou o caráter plural do encontro, que vai além da luta por direitos, incorporando a música, a performance e a arte como formas de resistência e visibilidade.
Um manifesto de futuros possíveis
A edição de 2025 coincidiu com o World Dream Day (Dia Mundial do Sonho), iniciativa global voltada a inspirar novas formas de imaginar e construir o futuro. Para Bertucci, a marcha é um “manifesto vivo”:
“Quando ocupamos as ruas, não estamos apenas reafirmando nossa presença, mas mostrando que podemos imaginar e construir outras formas de sociedade, mais diversas, criativas e humanas. É também um espaço de celebração e de encontro entre a força da cultura trans e a alegria de existir coletivamente”, afirmou.
São Paulo no mapa global da visibilidade trans
Aberta e gratuita, a Marcha do Orgulho Trans reafirma o papel de São Paulo como uma das cidades mais ativas no cenário internacional da luta pela visibilidade trans. O encontro buscou propor novas narrativas para um mundo em que pessoas trans possam existir plenamente em sua excelência.
O evento contou com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, fortalecendo sua estrutura e alcance.


