Entre os dias 5 e 12 de outubro, o Festival do Rio 2025 exibe sete produções originais do Canal Curta!, todas realizadas com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Os filmes participam de três mostras distintas da Première Brasil — Documentários, Retratos e Estado das Coisas — e trazem temas que atravessam a cultura brasileira, do soul de Hyldon ao funk carioca, passando pela literatura negra e pela trajetória do Barão de Itararé.
Retratos: música, humor e memória
Na seção Retratos, três títulos exploram personagens marcantes:
- “As Dores do Mundo: Hyldon”, de Emílio Domingos e Felipe David Rodrigues, acompanha a trajetória do artista baiano que completa 50 anos de seu clássico álbum Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda.
- “Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves”, de Rodrigo Pinto, revisita a vida do controverso ator, jornalista e produtor musical, figura central na cena do rock brasileiro, a partir de entrevistas inéditas e recriações ficcionais.
- “O Brasil que não houve – As aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas”, de Renato Terra e Arnaldo Branco, narrado por Gregorio Duvivier, mistura documentário e comédia para saudar Apparício Torelly, o Barão de Itararé, e sua crítica bem-humorada ao país. O filme estreia no Canal Curta! no dia 24 de outubro.
Estado das Coisas: educação, literatura e dança
Na mostra Estado das Coisas, três documentários exploram o impacto social da arte e da educação:
- “Invencíveis”, de Vitor Leite e Clarice Saliby, relembra a experiência inovadora da Escola Tia Ciata nos anos 1980, que transformou jovens “invisíveis” em protagonistas de sua própria história.
- “Cadernos Negros”, de Joel Zito Araújo, resgata a importância da série literária criada em 1978, que deu voz a escritores negros no Brasil e se mantém ativa até hoje com mais de 300 autores publicados.
- “Na Onda da Maré”, de Lucia Murat, revisita o filme Maré, Nossa História de Amor (2007) e acompanha, duas décadas depois, a trajetória de artistas que transformaram o hip hop de dança de rua em expressão cênica, como Ingrid Silva e Babu Santana.
Documentário em competição: o funk em primeiro plano
Na Première Brasil: Documentários, “Massa Funkeira”, de Ana Rieper, lança um olhar sobre o funk como espaço de resistência e afirmação pessoal. Entre corpos em movimento, letras ousadas e registros de bailes, o filme trata o gênero como potência cultural e vital das periferias.
Sessões no Festival do Rio
Os filmes serão exibidos em diferentes salas da cidade, entre 5 e 12 de outubro, em espaços como o CineCarioca José Wilker, Cine Odeon, Estação NET Rio e Cine Santa Teresa. Cada título terá mais de uma sessão, permitindo ao público conhecer essa seleção de retratos, memórias e experimentações que dialogam diretamente com a cultura brasileira contemporânea.


