Lançado em 1975, “Jeanne Dielman, 23 Quai du Commerce, 1080 Bruxelles”, de Chantal Akerman, não apenas redefiniu a linguagem do cinema, como também conquistou em 2022 o posto de Melhor Filme de Todos os Tempos na votação da Sight & Sound. Quase 50 anos após sua estreia na Quinzena dos Cineastas, em Cannes, a obra retorna às telas em versão restaurada com distribuição da FILMICCA.
A rotina que se transforma em ruptura
O longa acompanha três dias na vida de Jeanne Dielman, uma viúva que cuida da casa, prepara refeições para o filho e encontra meios discretos de sobrevivência. O que começa como uma sequência de tarefas banais logo se revela como um estudo poderoso sobre rotina, opressão e desintegração emocional.
Estrelado por Delphine Seyrig, o filme constrói um retrato intimista e radical, considerado por cineastas como Céline Sciamma e Claire Denis uma aula de cinema pela forma como manipula tempo e espaço para criar tensão.
Onde assistir no Brasil
Após pré-estreias em São Paulo e Fortaleza, “Jeanne Dielman” chega a oito cidades brasileiras a partir de 11 de setembro, além de uma nova sessão especial em Aracaju.
São Paulo (SP)
- IMS Paulista
- Espaço Petrobras de Cinema (Augusta)
- Cine Marquise
- Cinesystem Belas Artes Frei Caneca
- REAG Belas Artes
- Cinesala
- Cine Bijou
Rio de Janeiro (RJ)
- Cinesystem Belas Artes Botafogo
- Estação Net Rio
- Estação Net Gávea
Niterói (RJ)
- Cine Arte UFF
Porto Alegre (RS)
- Cinemateca Capitólio
Salvador (BA)
- Cine Glauber Rocha
- Saladearte Museu
Fortaleza (CE)
- Cinema do Dragão
Recife (PE)
- Cinema da Fundação Derby
Aracaju (SE)
- Cinema do Centro
Um legado que atravessa gerações
“Jeanne Dielman” não é apenas um clássico restaurado: é um convite para revisitar uma obra que mudou a forma como olhamos o cinema. Com apenas 24 anos, Chantal Akerman criou um filme que continua inspirando, dividindo opiniões e provocando debates sobre a representação da mulher e a estética da repetição.
A partir desta semana, os cinemas brasileiros terão a chance de redescobrir por que este título ocupa um lugar único na história da sétima arte.

