O épico O Retorno, baseado na parte final da Odisseia de Homero, estreia hoje nos cinemas brasileiros. O filme, dirigido por Uberto Pasolini, marca o reencontro nas telas de Ralph Fiennes e Juliette Binoche, quase três décadas após dividirem a cena em O Paciente Inglês (1996), obra que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante a Binoche.
A narrativa se concentra no retorno de Odisseu (Fiennes) a Ítaca, após vinte anos de guerras e ausências. Encontrando seu reino devastado e sua esposa Penélope (Binoche) cercada por pretendentes que disputam o trono, ele ainda precisa proteger Telêmaco (Charlie Plummer), herdeiro ameaçado pelos usurpadores.
Ao contrário do poema original, Pasolini e os roteiristas John Collee e Edward Bond optaram por uma abordagem mais realista, sem deuses ou criaturas mitológicas. O olhar recai sobre as marcas físicas e psicológicas deixadas pelas batalhas, transformando a última parte da odisseia em um drama humano sobre perda, memória e sobrevivência.
Estreia internacional e elenco
Com estreia mundial no Festival de Toronto (TIFF) em 2024, O Retorno chamou atenção pelo elenco de peso. Ralph Fiennes chega ao papel de Odisseu logo após sua indicação ao Oscar 2025 por Conclave. Juliette Binoche dá corpo à força resiliente de Penélope, enquanto Charlie Plummer assume a juventude em risco de Telêmaco.
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Distribuição e lançamento no Brasil
A chegada do filme também marca um momento importante para a O2 Play, distribuidora da O2 Filmes. Esta é a primeira vez que a empresa lança um longa internacional em cópias dubladas e legendadas para o público brasileiro. A O2 Play já esteve à frente de títulos de destaque como O Irlandês, Dois Papas, Drive My Car, Aftersun e Dias Perfeitos, além de produções nacionais como Sócrates e Chorão – Marginal Alado.
Cinema entre tradição e humanidade
O Retorno não busca reproduzir a grandiosidade mítica da Odisseia, mas sim explorar o peso da guerra sobre aqueles que retornam. Ao humanizar Odisseu, o longa de Uberto Pasolini abre espaço para um diálogo contemporâneo sobre poder, violência e cicatrizes da memória coletiva, aproximando a epopeia clássica do olhar de quem hoje entra na sala de cinema.

