O pôster oficial de Apolo revela mais do que a identidade visual de um novo documentário brasileiro — ele antecipa uma narrativa sobre amor, coragem e novos modelos de família. Dirigido por Tainá Müller e Isis Broken, o filme chega ao público como uma reflexão íntima sobre relações transcentradas e a construção de afetos fora dos padrões tradicionais.
Estreia no Festival do Rio
Apolo terá sua première nacional no Festival do Rio 2025, em competição na Mostra Première Brasil, categoria Documentário, e também disputa o Prêmio Felix, dedicado à diversidade de gênero e sexualidade. As exibições estão marcadas para os dias 4, 5 e 6 de outubro, com sessões no Estação Gávea, Cine Odeon e Cinesystem Belas Artes, incluindo debate com a equipe do filme.
A história de uma família trans
O documentário acompanha a trajetória de Isis Broken e Lourenzo Gabriel, um casal transgênero que vive a gestação de seu filho, Apolo. Entre desafios e afetos, o longa propõe repensar o que define uma família, expondo o preconceito e a resistência que marcam o cotidiano de pessoas trans no Brasil.
Um olhar pessoal e político
Para Tainá Müller, conhecida por papéis em Em Família e Bom Dia, Verônica, a direção representa um retorno às origens no audiovisual. “Durante a pandemia, voltou essa inquietação de contar histórias de forma mais autoral. Apolo nasce desse impulso de trazer poesia e verdade à tela”, comenta.
Já Isis Broken, também co-diretora e personagem central do filme, destaca o caráter coletivo e corajoso da obra: “Estávamos expondo nossa família, mostrando um amor que enfrenta preconceitos, mas também revela a força de existir e resistir juntos.”
Novos olhares sobre a ideia de família
O documentário propõe um debate sobre os limites e as possibilidades do conceito de “família”. Para Tainá, “a política capturou a ideia de família como símbolo de unidade, mas de forma excludente. Apolo mostra que outros modelos são possíveis — e igualmente dignos de respeito”.
Estreia nos cinemas
Produzido pela Capuri, em coprodução com Puro Corazón e Biônica Filmes (que também assina a distribuição), o longa estreia comercialmente nos cinemas em 27 de novembro de 2025.
Sobre as diretoras
Tainá Müller é atriz, jornalista e agora cineasta. Antes da fama na TV, foi repórter da MTV e construiu uma sólida carreira no cinema com filmes como Cão Sem Dono e Tropa de Elite 2. Apolo marca sua estreia na direção de longas-metragens, expandindo sua atuação para trás das câmeras.
Isis Broken é atriz, cantora e ativista sergipana. Ficou conhecida pelo clipe Clã — vencedor de mais de 27 prêmios — e por papéis em Histórias Impossíveis (Globoplay) e No Rancho Fundo (TV Globo). Sua experiência pessoal como mãe e mulher trans inspira o documentário e reforça sua trajetória como artista engajada em temas de representatividade.
Pôster

As produtoras por trás do filme
A Capuri é reconhecida por produções premiadas como Sonhar com Leões e Passinho Foda. Já a Biônica Filmes, de Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho, consolidou-se como uma das maiores produtoras do país, responsável por sucessos como Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa e Ritas, sobre Rita Lee. A Puro Corazón, fundada por Tainá Müller e Henrique Sauer, estreia com Apolo, unindo cinema e propósito social.
Com sua estreia no Festival do Rio e lançamento nos cinemas em novembro, Apolo chega como um registro potente de tempos de transformação.

