InícioEventosCamaleão Grupo de Dança celebra o encontro com “Recriar”

Camaleão Grupo de Dança celebra o encontro com “Recriar”

O Camaleão Grupo de Dança estreia seu novo espetáculo, “Recriar”, no dia 26 de outubro, às 11h30, na Praça da Assembleia, em Belo Horizonte. A montagem, com direção coreográfica de Inês Amaral e Vanilton Lakka, é resultado de um processo coletivo de criação entre os diretores e os cinco intérpretes em cena. As apresentações continuam no dia 1º de novembro, na Praça Marília de Dirceu, em Contagem, e no dia 8 de novembro, na Praça da Liberdade, novamente em Belo Horizonte. Todas são gratuitas.

Pensado especialmente para espaços públicos, “Recriar” nasce da vontade de revisitar o convívio e a escuta em tempos marcados pelo distanciamento. A obra convida o público a refletir sobre a urgência do encontro e da presença, propondo um tempo de pausa e de troca — onde corpo e cidade se misturam em movimento.

Dança como escuta e convivência

Em cena, os bailarinos Dalton Walisson, Isabela Guerra, Ivo Igino, John Morais e Mariana Chalfum constroem um diálogo corporal que valoriza o lúdico e o simples. A performance explora a cooperação e o olhar coletivo, transformando o ato de dançar em um exercício de convivência.

“A criação coletiva é a essência do Recriar. Cada intérprete trouxe suas vivências, corpos e percepções, e juntos construímos uma obra que reflete o diálogo, o respeito e a escuta como fundamentos da dança e da convivência humana”, explica Inês Amaral.

Para Marjorie Quast, diretora geral e fundadora do grupo, a escolha de ocupar praças e espaços urbanos tem um sentido simbólico:

“Apresentar a dança em espaços públicos é também uma escolha política e poética. A arte encontra as pessoas onde elas vivem e trabalham, rompendo as fronteiras entre palco e rua. A cidade se torna o palco e o encontro vira arte.”

O projeto e sua formação

“Recriar” também dá continuidade ao trabalho pedagógico do grupo. Durante seis meses, o Camaleão ministrou oficinas de formação para bailarinos em início de carreira, culminando no processo intitulado “Encontro”, uma mostra dos resultados criativos desse percurso. Segundo o grupo, é “uma semente de tudo o que está por vir” — um convite a seguir juntos, recriando não só a dança, mas as formas de estar no mundo.

Um grupo com 41 anos de movimento

Fundado em 1984 por Marjorie Quast, o Camaleão Grupo de Dança é referência nacional na dança contemporânea. Reconhecido como patrimônio cultural de Minas Gerais, o grupo acumula 21 montagens assinadas por 14 coreógrafos nacionais e internacionais e mais de 50 prêmios ao longo de quatro décadas.

Em parceria com o Núcleo Artístico, escola fundada em 1978, o grupo mantém um trabalho contínuo de formação e difusão da dança, além de um projeto social que atende cerca de 200 jovens e crianças de comunidades carentes, reafirmando o compromisso da companhia com a educação e a transformação social por meio da arte.

Ficha técnica – Recriar

Direção geral: Marjorie Quast
Direção artística: Inês Amaral
Direção coreográfica: Inês Amaral e Vanilton Lakka
Intérpretes-criadores: Dalton Walisson, Isabela Guerra, Ivo Igino, John Morais e Mariana Chalfum
Trilha sonora: Glaydson Oliveira (Índio) e Luiz Camporez
Figurino e adereços: Priscila Gouthier
Produção executiva: Marjorie Quast e Alexandre Chei
Assessoria de comunicação: Fábio Gomides – A Dupla Informação
Fotografia e vídeo: Reverso Filmes

O projeto é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, Veminas Caminhões e Ônibus e Mason Holdings, e apoio da Coreto Cultural.

Serviço

Camaleão Grupo de Dança apresenta “Recriar”
26/10 – 11h30 | Praça da Assembleia (Belo Horizonte)
01/11 – 16h | Praça Marília de Dirceu (Contagem)
08/11 – 11h | Praça da Liberdade (Belo Horizonte)
Entrada gratuita

Mais informações:
@camaleaogrupodedanca | facebook.com/camaleaogrupodedanca

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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