A partir de 7 de outubro, o Sesc Digital disponibiliza uma nova leva de filmes que mistura clássicos internacionais, thrillers contemporâneos e documentários brasileiros. A programação reúne seis títulos, incluindo o terror cult Scanners (1981), de David Cronenberg, o suspense queer Misericórdia (2024), de Alain Guiraudie, e o documentário restaurado em 4K Let’s Get Lost (1988), de Bruce Weber. Entre os filmes nacionais estão Top Models (2011), Luana Muniz: Filha da Lua (2021) e Cinemagia: A História das Videolocadoras de São Paulo (2017). Todos podem ser assistidos gratuitamente até 7 de dezembro de 2025, sem necessidade de cadastro.
Let’s Get Lost: o retrato melancólico de Chet Baker
Considerado um dos retratos mais elegantes e sombrios de um músico, Let’s Get Lost acompanha a trajetória de Chet Baker, ícone do jazz, da ascensão nos anos 1950 à queda marcada pelo vício e pela marginalidade. A fotografia em preto e branco de Bruce Weber transforma a vida do trompetista em uma espécie de elegia improvisada, refletindo a própria essência do jazz: melancólica, intensa e profundamente humana.
Scanners: o horror visceral de David Cronenberg
Scanners é um marco do terror cult dos anos 1980, consagrando David Cronenberg internacionalmente. O filme combina horror corporal e paranoia, narrando a perseguição de indivíduos com poderes psíquicos por corporações. Conhecido por suas imagens impactantes, o longa permanece relevante ao abordar temas como controle, vigilância e manipulação mental.
Misericórdia: suspense e ambiguidade no cotidiano
Alain Guiraudie, diretor de Um Estranho no Lago, transforma o cotidiano em tensão em Misericórdia. Jérémie retorna à sua cidade natal para o funeral de um antigo patrão e se envolve em desaparecimentos e segredos que permeiam a vila. Entre suspense e sensualidade, o filme cria um clima de incerteza constante, revelando a assinatura ambígua do cineasta francês.
Documentários brasileiros: memória, moda e resistência
Top Models acompanha 24 modelos brasileiras, como Gisele Bündchen e Isabeli Fontana, explorando a presença do país nas passarelas internacionais e os bastidores da fama. Já Luana Muniz: Filha da Lua retrata a trajetória da travesti e ativista, evidenciando sua atuação entre a prostituição, o ativismo LGBT e a performance artística, além de suas conexões improváveis com Alcione e Padre Fábio de Melo. Por fim, Cinemagia: A História das Videolocadoras de São Paulo revisita o papel das locadoras como centros de formação cultural, mostrando como fitas VHS e DVDs moldaram experiências coletivas que antecederam o streaming.
Acesso gratuito e sem barreiras
Todos os títulos estão disponíveis gratuitamente na plataforma sesc.digital ou pelo aplicativo Sesc Digital, disponível para Android e iOS. A programação ficará online até 7 de dezembro de 2025, oferecendo uma oportunidade de revisitar clássicos, explorar novas perspectivas do cinema contemporâneo e resgatar memórias da cultura audiovisual brasileira.

