O que acontece quando a busca pela parceira ideal ultrapassa o campo dos sentimentos e entra no laboratório? Essa é a provocação de “Make a Girl”, longa de animação dirigido por Gensho Yasuda, que chega aos cinemas brasileiros em 13 de novembro, com distribuição da Sato Company. A obra mistura ficção científica e drama psicológico para explorar os limites entre emoção e programação em um futuro dominado pela tecnologia.
No centro da história está Akira, um jovem gênio da robótica que decide construir a namorada perfeita. Seu experimento dá origem à androide N°0, projetada para ser tudo o que ele sempre sonhou. Mas quando ela começa a desenvolver sentimentos próprios, surge a dúvida: seu amor é real ou apenas o resultado de linhas de código?
Do curta ao longa

O filme marca a estreia de Gensho Yasuda na direção de longas. Conhecido por trabalhos autorais e visuais únicos, o animador já havia explorado o tema em seu curta “Make Love”, que serviu como base conceitual para o novo projeto.
Entre agosto e outubro de 2022, Yasuda lançou uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar o filme. O público abraçou a ideia: a meta inicial de 10 milhões de ienes (cerca de R$ 359 mil) foi superada, alcançando quase 24 milhões de ienes (aproximadamente R$ 880 mil). O resultado é um longa de 92 minutos que combina estética refinada, narrativa intimista e questionamentos sobre o papel da IA nas relações humanas.
Elenco de voz e produção

A dublagem japonesa conta com nomes conhecidos do público otaku:
- Atsumi Tanezaki (Anya em Spy x Family) dá voz à androide N°0
- Shun Horie (Kazuya em Rent-A-Girlfriend) interpreta Akira Mizutame
- Toshiki Masuda (My Hero Academia) vive Kunihito Obayashi
- Sora Amamiya (Date A Live, KonoSuba) faz as personagens Akane Yukimura e Solt
- Youji Ueda (Chainsaw Man) completa o elenco como Shoichi Takamine
A produção é uma parceria entre Aniplex e Studio KADOKAWA, com Yasuda acumulando as funções de diretor, roteirista, designer de personagens e diretor de arte.
Um novo sci-fi emocional japonês

Com um visual detalhado e atmosfera que lembra obras como Time of Eve e Plastic Memories, “Make a Girl” mergulha na questão clássica da ficção científica japonesa: o que significa ser humano em um mundo dominado por máquinas capazes de sentir?.
A estreia no Brasil reforça a presença da Sato Company como ponte entre o público local e o melhor da animação asiática.
A Sato Company e a ponte cultural com o Japão


Fundada em 1985, a Sato Company é referência na distribuição de animes e tokusatsu no Brasil. Seu catálogo reúne clássicos como Akira, Ghost in the Shell, Jaspion, Ultraman e Jiraiya.
Mais recentemente, a empresa foi responsável por trazer aos cinemas nacionais os vencedores do Oscar “Godzilla Minus One” e “O Menino e a Garça”, além de realizar o Ghibli Fest 2025, que celebrou os 40 anos tanto da distribuidora quanto do Studio Ghibli.
Com “Make a Girl”, a Sato reafirma seu papel em apresentar ao público brasileiro novas vozes da animação japonesa, ampliando o diálogo entre tecnologia, arte e emoção — temas que continuam a definir o DNA da ficção científica nipônica.


