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A Mad Dog Hunts A Tiger | Web novel BL é suspensa após protagonista lembrar demais Faker, lenda de League of Legends

O universo BL costuma navegar entre fantasia, drama e fanservice, mas desta vez a travessia bateu de frente com a realidade. A novela adulta A Mad Dog Catches the Tiger, publicada na plataforma sul coreana Ridibooks, foi suspensa apenas um dia depois do lançamento por um motivo que pegou até leitores experientes de surpresa. O protagonista da história, segundo a comunidade, parecia bom demais para ser apenas ficção. Bom no nível Faker, o mid laner mais famoso da história de League of Legends.

A obra, classificada para maiores de 19 anos e recheada de conteúdo explícito, apresentava Beom Juhwan, conhecido como Tiger, um prodígio do cenário competitivo com cinco títulos mundiais, personalidade reservada e carreira marcada por conquistas históricas. Para os fãs de esports, a ficha caiu rápido demais. As coincidências biográficas com Lee Sang hyeok eram tantas que a leitura parecia mais um simulador BL estrelado por uma versão fictícia do Unkillable Demon King.

Linha do tempo igual à vida real virou gatilho da controvérsia

Faker – Divulgação

A reação nas redes foi imediata. Os leitores apontaram que Tiger estreava muito jovem, acumulava um bicampeonato mundial seguido por uma tentativa falha de tricampeonato e retornava ao topo dez anos depois. Essa cronologia é praticamente o espelho da trajetória real de Faker, que venceu em 2015 e 2016, perdeu em 2017 e voltou a dominar o cenário com títulos em 2023, 2024 e 2025.

Outro ponto que levantou ainda mais suspeitas foi o arco em que a equipe fictícia sofre uma queda brusca de desempenho enquanto o protagonista está fora de ação. Para muitos, um paralelo óbvio com a fase da T1 em 2023, quando a ausência de Faker por lesão no pulso derrubou o rendimento do time.

Os comentários explodiram em fóruns e no X, com leitores afirmando que bastava a descrição inicial para visualizar claramente o jogador da T1. E como se não bastasse, a obra integrava essas semelhanças a um contexto de romance explícito, o que elevou a polêmica para outro nível. O debate sobre uso de figuras reais em ficção adulta voltou com força total.

Autora recua, se desculpa e encerra o projeto

A Mad Dog Catches the Tiger – Divulgação

O impacto negativo cresceu a ponto de ultrapassar o fandom BL e chegar ao público gamer mais amplo. Inicialmente, a autora Lee Eun gyu alegou que as similaridades eram coincidência e que a obra era “inteiramente fictícia”. A defesa não convenceu. Com as críticas aumentando em volume e intensidade, a escritora publicou um pedido de desculpas direcionado ao jogador e aos fãs, admitindo miopia ao não perceber que estava lidando com feitos históricos inconfundíveis no cenário de esports.

Em um segundo comunicado, Lee Eun gyu afirmou que encerraria por completo as vendas da web novel e que não realizaria revisões nem relançamentos. A decisão veio acompanhada de uma declaração de “responsabilidade moral” diante do caso.

Atualmente, quem tenta encontrar o título na Ridibooks só vê um aviso de indisponibilidade temporária, sem previsões ou detalhes adicionais.

O que fica dessa treta entre BL e esports

O debate reacende uma questão antiga para quem acompanha fanfics, novels e produções inspiradas em ídolos: até onde a ficção pode ir quando decide beber diretamente de figuras reais, especialmente ícones com uma trajetória tão reconhecível quanto a de Faker. No caso de A Mad Dog Catches the Tiger, a combinação de biografia famosa com conteúdo adulto transformou uma novel recém lançada em assunto quente entre fãs de BL, jogadores de LoL e até leitores casuais.

Enquanto isso, a suspensão da obra entra para o histórico curioso envolvendo ficção, direitos de imagem e o impacto que uma comunidade gamer unida pode causar quando identifica um “campeão” sendo usado sem autorização.

Com informações do Otaku PT, Você sabia anime, Online Station, Koreboo e Anime News Network

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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