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Apolo chega aos cinemas com força após destaque em festivais e estreia dupla na direção

O documentário Apolo finalmente chega ao circuito comercial nesta quinta-feira, 27 de novembro, carregando uma trajetória que já começou forte. Depois de conquistar o público e o júri no Festival do Rio, onde levou Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Trilha Sonora Original composta por Plínio Profeta, o longa seguiu para o 33º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade e saiu de lá com mais dois reconhecimentos: o Coelho de Prata de Melhor Longa Nacional pelo voto popular e uma Menção Honrosa do júri. Agora, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Balneário Camboriú recebem as primeiras sessões, com classificação indicativa de 12 anos.

Apolo acompanha a gestação de uma criança em uma família que desafia as regras de um mundo pouco preparado para acolher realidades fora da normatividade. O documentário registra o processo em que o pai está grávido, acompanhando a jornada do casal transgênero Isis Broken e Lourenzo Gabriel. Em vez de um retrato sensacionalista, o longa constrói um olhar íntimo e afetivo sobre expectativas, vulnerabilidades e resistências que atravessam essa família.

As diretoras e seu mergulho pessoal no projeto

A estreia de Tainá Müller na direção de longas-metragens carrega uma volta às raízes. Conhecida como atriz, ela relembra que o audiovisual sempre pulsou junto de sua carreira, especialmente nos tempos de MTV, quando buscava narrativas mais poéticas em reportagens musicais. Durante a pandemia, esse impulso autoral reapareceu com força, reacendendo o desejo de contar histórias a partir da própria inquietação.

Isis Broken, artista musical e protagonista do documentário, também assina a direção. Para ela, filmar enquanto vivia preconceitos e tensões tornou tudo mais desafiador. Mesmo assim, Isis ressalta que havia rede de apoio, amor e coragem suficientes para transformar a própria vivência em narrativa. Sua perspectiva reforça que famílias transcentradas e debates sobre maternidades e paternidades trans precisam ocupar mais espaço.

Ambas destacam que Apolo nasce de um impulso político e humano de ampliar a compreensão pública sobre o que é família. Tainá observa como o termo é disputado globalmente pela política e usado como bandeira de normatividade. Ao mesmo tempo, acredita que o documentário mostra que existem outras configurações possíveis, legítimas e merecedoras de respeito.

Produção e bastidores

Apolo é uma parceria das produtoras Capuri, Puro Corazón e Biônica Filmes, sendo esta última também responsável pela distribuição. O projeto conta com apoio do Grand Mercure Copacabana e realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo.

Onde assistir e sessões especiais

Em São Paulo, as exibições acontecem no Espaço Petrobras de Cinema, sala 4, todos os dias às 18h. A cidade também recebe duas sessões especiais:
• 29 de novembro, às 10h30: sessão Clube do Professor com presença de Isis, Tainá e Lourenzo.
• 1º de dezembro, às 19h30: Debate Folha com as diretoras e Lourenzo, na sala 1.

No Rio de Janeiro, o filme entra em cartaz no Estação Net Botafogo, com sessões diárias às 17h50, na sala 3.

Em Balneário Camboriú, o Arthousebc exibe o longa nos dias 27 e 29 de novembro às 19h35, e nos dias 28 e 30 às 16h.

Em Manaus, o Cine Casarão apresenta sessões nos dias 27 às 20h, 28 às 15h30, 29 às 18h20 e 30 às 19h50.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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