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Apolo estreia com debate na Folha e sessões especiais em todo o país

O documentário Apolo segue ampliando sua presença no circuito nacional com uma sessão especial promovida pela Folha nesta segunda, 1 de dezembro, às 19h30, no Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta, em São Paulo. A exibição é gratuita e contará com debate conduzido pelo jornalista Vitor Hugo Batista, ao lado das diretoras Tainá Müller e Isis Broken. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria uma hora antes do início.

A produção chega ao público já com um currículo de respeito. Em sua première no Festival do Rio, Apolo conquistou Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Trilha Sonora Original, assinada por Plínio Profeta. No 33º Festival MixBrasil, o longa ganhou o Coelho de Prata de Melhor Longa Nacional pelo voto do público e ainda recebeu Menção Honrosa do júri. Agora, entra em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Balneário Camboriú.

A jornada de uma família que rompe padrões

Apolo acompanha um casal transgênero durante a gestação de seu filho, trazendo à tela uma experiência que ainda não encontra espaço no debate social. O filme apresenta Isis Broken e Lourenzo Gabriel vivendo os impactos de uma sociedade que não reconhece modelos familiares fora do padrão, ao mesmo tempo em que transforma essa vivência íntima em resistência.

Além de personagem, Isis divide a direção com Tainá Müller e relembra o desafio emocional do processo. Segundo ela, expor a própria família foi difícil, mas necessário, especialmente diante do preconceito vivido durante a gestação. Tainá reforça que o documentário busca ampliar o entendimento sobre o que é família e questionar a tentativa de restringir esse conceito a um único formato.

Tainá Müller e Isis Broken em novas fases criativas

Apolo marca a estreia de Tainá Müller na direção de longas. Conhecida por trabalhos como Tropa de Elite 2, Cão Sem Dono, As Mães de Chico Xavier e a série Bom Dia, Verônica, a artista revisita sua relação com o audiovisual para se dedicar à câmera em uma perspectiva mais autoral.

Isis Broken também vive um novo momento na carreira. Atriz e cantora sergipana, ela se destacou na série Histórias Impossíveis e na novela No Rancho Fundo, onde interpretou a personagem Corina Castello, importante marco para artistas trans na TV brasileira. Mãe de Apolo, ela transforma sua vivência em potência criativa também na direção e na música, com o álbum Orquestra Sinfônica das Cachorras de Rua lançado em 2025.

Exibições em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Balneário Camboriú

Em São Paulo, Apolo está em exibição diária às 18h no Espaço Petrobras de Cinema, sala 4. A programação conta com duas sessões especiais: Clube do Professor em 29 de novembro, às 10h30, e Debate Folha em 1 de dezembro, às 19h30, ambas com Isis, Tainá e Lourenzo.

No Rio de Janeiro, o longa está no Estação Net Botafogo, sala 3, com sessões diárias às 17h50. Em Balneário Camboriú, o Arthousebc exibe o filme nos dias 27 e 29 de novembro às 19h35 e nos dias 28 e 30 às 16h. Em Manaus, o Cine Casarão recebe quatro sessões entre 27 e 30 de novembro, sempre em horários variados.

Um documentário que amplia conversas urgentes

Ao colocar no centro da narrativa uma família transcentrada, Apolo abre espaço para temas que raramente chegam às telas de cinema. A produção aborda gestação, paternidade e maternidade trans, além do impacto emocional e social enfrentado por pessoas que desafiam estruturas normativas. Para as diretoras, tornar essas histórias visíveis é parte de uma construção coletiva por respeito e dignidade.

Produção e ficha técnica

O longa é produzido pela Capuri, Puro Corazón e Biônica Filmes, que também assina a distribuição. A Biônica, conhecida por sucessos nacionais como Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa e Ritas, reforça o alcance do documentário no circuito comercial. A Capuri e a Puro Corazón contribuem com um olhar voltado a narrativas sociais e projetos de impacto.

Apolo tem 82 minutos de duração e classificação indicativa de 12 anos. A fotografia é de Nico Mascarenhas, a montagem de Tatiana Lohmann e o desenho de som de Ricardo Reis. A trilha original é assinada por Plínio Profeta, vencedor no Festival do Rio pela composição do longa.

Mais que estreia, um convite ao diálogo

Com sessões em diferentes capitais e um debate aberto ao público, Apolo chega como uma obra que provoca reflexões e incentiva conversas que atravessam cinema, política e vivências familiares. A estreia reforça o espaço do documentário brasileiro em apresentar histórias reais que transformam a forma como enxergamos o mundo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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