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Review | Com experiência “quase completa”, Two Point Museum foi feito pra se jogar no Switch 2

Este ano tivemos o lançamento de Two Point Museum em março para PCs e consoles. Aqui no JWave, jogamos a versão de PC no Steam Deck, e desde então ficou aquela curiosidade de como seria experimentar o jogo em um console da Nintendo. A franquia, conhecida por Two Point Hospital e Two Point Campus, chega agora ao seu terceiro título, colocando o jogador no comando de um museu cheio de possibilidades.

Na época, jogar Two Point Museum no Steam Deck já entregava uma boa experiência portátil, mas dava pra sentir que o jogo pedia um espaço na biblioteca da Nintendo. Agora, com sua chegada ao Nintendo Switch 2, a sensação é de que finalmente o título encontrou o console ideal para brilhar.

O jogo vem acompanhado de uma DLC do Sonic, totalmente localizado em português, e traz cinco tipos de museus temáticos e cinco mapas de expedição, somando mais de 100 locais inusitados para explorar.

A história por trás da Two Point Studios

Fundada em 2016 por Ben Hymers, Mark Webley e Gary Carr, a britânica Two Point Studios carrega uma herança importante no gênero de simulação. Seus fundadores trabalharam em clássicos como Theme Hospital, e Two Point Hospital é considerado uma continuação espiritual direta desse legado.

Desde a aquisição pela SEGA, em 2019, o estúdio tem se consolidado como referência nesse tipo de experiência. Two Point Hospital (2018) e Two Point Campus (2022) mostraram que há espaço para jogos de gestão cheios de humor e identidade própria, e Two Point Museum chega como o passo natural dessa evolução.

Administrando o museu dos seus sonhos

Giuliano Peccilli

Em Two Point Museum, você assume a direção de um museu, gerenciando desde a disposição das salas até o bem-estar dos funcionários. A estrutura segue o modelo dos modos Campanha e Sandbox. O segundo se destaca pelos museus gigantescos e pela liberdade total que oferece ao jogador.

O início é simples: montar salas de exposição, instalar bilheterias, organizar o fluxo de visitantes e contratar funcionários. Mas logo o jogo mostra sua profundidade. Cada decisão financeira, contratação e investimento em pesquisa influencia diretamente a reputação e o sucesso do museu.

As conquistas abrem novas funcionalidades e tornam a administração mais complexa, mas também mais gratificante. Depois de dominar o gerenciamento básico, o jogo libera o heliponto, que permite viajar e buscar itens inéditos para o acervo, expandindo ainda mais as possibilidades de curadoria.

Uma das grandes sacadas é a possibilidade de criar museus temáticos. São cinco áreas principais: Pré-História, Vida Marinha, Sobrenatural, Ciência e Espaço, e Botânica. Essa variedade estimula a criatividade do jogador, que pode combinar exposições improváveis e criar verdadeiras experiências imersivas.

Além disso, há cinco mapas de expedição, permitindo explorar mais de 100 locais para coletar itens únicos e montar coleções cada vez mais raras.

Jogabilidade no Switch 2

Giuliano Peccilli

Aqui está o grande diferencial da versão para o Nintendo Switch 2. No Steam Deck, o jogo já funcionava bem, permitindo jogar com controle físico, teclado, mouse ou até com a tela de toque. No Switch 2, a experiência se mantém portátil, mas com ajustes específicos que valorizam o hardware do console.

O que me surpreendeu foi como o jogo roda de forma mais fluida e estável no Switch 2. Tudo foi otimizado, desde os menus até a movimentação da câmera. O Pro Controller funciona muito bem, e os comandos foram reorganizados para que a navegação entre os menus e as salas seja natural.

É preciso mencionar, no entanto, que o suporte ao touch não está presente aqui. E sim, confesso que toquei na tela algumas vezes até entender que ele realmente não estava ativo. A ausência do toque não chega a comprometer, mas causa estranhamento para quem jogou no Steam Deck.

Mesmo assim, o desempenho compensa. O jogo está mais maduro, mais leve e com uma fluidez que faz diferença nas longas sessões de jogo. No modo portátil, recomendo ajustar o tamanho das legendas e textos nas configurações, pois essa simples alteração deixa a leitura mais confortável.

No modo TV, o controle se mostra ágil e preciso, mantendo o mesmo ritmo e sem engasgos. E o principal: a experiência geral é mais agradável que no Steam Deck, o que mostra o cuidado da SEGA e da Two Point Studios em adaptar o título ao novo console da Nintendo.

Localização que faz diferença

Giuliano Peccilli

Se tem uma coisa que a SEGA sempre faz bem é a localização em português. E Two Point Museum não é exceção. O jogo chega totalmente legendado, com menus, textos e descrições adaptados ao nosso idioma. Ainda é possível alterar o idioma das vozes para várias opções, incluindo japonês.

A tradução é leve e divertida, com o humor característico da série. Mesmo sem o nível de refinamento dos textos de Like a Dragon ou Yakuza, a adaptação é competente e mantém a essência da experiência. É aquele tipo de cuidado que torna o jogo mais acessível e agradável de jogar no dia a dia.

Uma experiência quase perfeita

Giuliano Peccilli

Two Point Museum no Nintendo Switch 2 é, literalmente, uma experiência “quase completa”. Continua sendo um dos simuladores mais divertidos e relaxantes disponíveis, mas agora em uma versão que realmente se encaixa na proposta portátil.

Comparado à versão de PC no Steam Deck, prefiro esta versão pela fluidez e pelo desempenho. A jogabilidade com o Pro Controller é excelente, e o modo portátil se adapta bem a diferentes estilos de jogo. A falta do toque ainda incomoda um pouco, mas é um detalhe diante da qualidade geral da adaptação.

Gerenciar um museu, contratar funcionários, reformar áreas, comprar novas coleções e até colocar estátuas do Sonic e do Shadow deveria ser estressante, mas o jogo consegue transformar tudo isso em algo relaxante e até terapêutico.

O modo portátil é um dos maiores atrativos. Dá pra jogar no intervalo do trabalho, no metrô ou em viagens, sem perder o ritmo. E com o ajuste de tamanho de texto, o conforto visual é garantido.

Por não depender de teclado e mouse, o Switch 2 oferece uma experiência mais direta e natural. Diferente do Steam Deck, onde o jogo ainda carrega a sensação de ser uma adaptação de PC, aqui ele parece ter sido feito sob medida para o console.

No fim das contas, Two Point Museum é uma das melhores surpresas do gênero de simulação nos últimos anos. Criativo, viciante e bem-humorado, ele mostra que o estúdio segue evoluindo sem perder sua identidade. No Switch 2, o jogo atinge o equilíbrio ideal entre acessibilidade e profundidade, e chega com a sensação de estar, finalmente, quase completo.

Nota: 4 (de 5)

Two Point Museum

Datas de Lançamento e Plataformas

Lançamento oficial: 4 de março de 2025

Lançamento no Nintendo Switch 2: 28 de outubro de 2025

Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2

Compatibilidade com Steam Deck desde o lançamento

Idiomas Disponíveis

Legendas: Francês, Italiano, Espanhol, Polonês, Turco, Coreano, Português Brasileiro

Dublagem: Inglês, Alemão, Chinês, Japonês

Agradecimentos a SEGA que nos forneceu o jogo para Nintendo Switch 2 para análise deste conteúdo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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