O painel “Minando o Machismo: 10 anos da Mina de HQ” transformou o Palco Omni em um espaço de conversa direta e acolhedora, celebrando a trajetória do projeto criado pela jornalista Gabriela Borges. A proposta foi revisitar a história da Mina de HQ desde os primeiros passos nas redes sociais até sua consolidação como clube de leitura, revista e livro, lançado oficialmente durante a CCXP. Mais do que um balanço comemorativo, o encontro mostrou como o projeto se expandiu junto com o debate sobre diversidade no mercado de quadrinhos.
Representatividade como prática diária
Ao longo da conversa, as convidadas discutiram como a Mina de HQ se tornou uma referência ao dar visibilidade a mulheres, pessoas trans e não binárias em um meio ainda marcado por estruturas masculinas. Gabriela Borges destacou que a intenção sempre foi pensar relevância de forma ampla, sem limitar o alcance do projeto. Para ela, construir conteúdo voltado às mulheres também significa dialogar com todo o público e tensionar padrões que por muito tempo ficaram intocados no cenário geek.
Um espaço seguro dentro de um mercado hostil
A quadrinista Helô D’Angelo, que colaborou diretamente na construção da Mina de HQ, reforçou o impacto do projeto na criação de ambientes mais seguros. Segundo ela, a iniciativa ajuda a romper a sensação de isolamento comum a quem não se encaixa no perfil tradicional do mercado de quadrinhos. A Mina de HQ aparece, nesse contexto, não só como uma plataforma de conteúdo, mas como um espaço de pertencimento, onde diversidade e conforto caminham juntos.
Olhando para frente sem perder a essência
Além de celebrar o passado, o painel também abriu espaço para falar do futuro. As participantes confirmaram que a proposta da Mina de HQ segue em expansão e anteciparam que novos projetos devem surgir nos próximos anos. A ideia é continuar fortalecendo a comunidade criada ao longo da última década, mantendo o compromisso com inclusão, diálogo e transformação real dentro e fora dos quadrinhos.


