Changer Seven ganhou os holofotes no Palco Blast! da CCXP25 ao apresentar novidades exclusivas e reforçar sua proposta transmídia. Desenvolvido pela Gixer Entertainment, estúdio brasileiro em atividade desde 2008, o projeto se consolida como uma das iniciativas independentes mais ambiciosas do cenário gamer nacional ao unir game, mangá oficial e uma linha crescente de colecionáveis.
O painel deixou claro que Changer Seven não é apenas um jogo, mas um universo em expansão. A narrativa se passa na cidade fictícia de Sunny Point, inspirada em pontos históricos de São Paulo e do Rio de Janeiro, e reúne heróis conhecidos como Changers, vindos de diferentes regiões do país. A história do game acontece um ano após os eventos do mangá, funcionando como uma continuação direta e aprofundando conflitos, personagens e mitologia.
Narrativa, mangá e game caminhando juntos

Durante a apresentação, os quadrinistas responsáveis pelo mangá oficial subiram ao palco para explicar como o material editorial funciona como prólogo e complemento narrativo do jogo. A ideia é que cada mídia acrescente camadas à experiência, sem depender exclusivamente de uma única plataforma. Para quem acompanha o mangá, o game amplia o impacto da história. Para quem chega pelo jogo, o material impresso serve como porta de entrada para o universo.
Motion capture e bastidores do desenvolvimento

Um dos momentos mais comentados do painel foi a demonstração ao vivo dos movimentos capturados para os personagens. A equipe da Gixer, ao lado da Black House, estúdio responsável pela captura de movimentos e edição dos personagens, detalhou um processo que levou cerca de quatro meses para ser concluído. Segundo os desenvolvedores, o cuidado com o motion capture foi essencial para dar identidade própria a cada herói, reforçando o peso cinematográfico das batalhas e da movimentação em cena.
Colecionáveis e edição especial
Além das novidades de enredo e desenvolvimento, a Gixer anunciou uma edição de colecionador do jogo, que inclui steelbook, e apresentou uma nova linha de colecionáveis inspirados nos Changers. A estratégia reforça a ideia de Changer Seven como uma marca que vai além do digital e dialoga com fãs de cultura pop, quadrinhos e action figures.
Quem participou do painel



O encontro reuniu nomes ligados ao jornalismo, criação de conteúdo e produção audiovisual. Estiveram no palco Juno Cecílio, do canal Colônia Contra-Ataca; Sr. Wilson, também criador de conteúdo; Claudio Prandoni Prandas, jornalista especializado em cultura pop e games; Mória Velis, streamer e apresentadora; Fresh, criador de conteúdo; Daniel Künzle, da equipe da Gixer; Daniel Miura, do Miura Jam; e Slovakia, profissional de produção audiovisual. Integrantes da Gixer e da Black House também participaram das explicações técnicas e criativas.
Um novo capítulo para o game nacional
Com lançamento previsto para breve, Changer Seven reforça o potencial da produção brasileira de games ao apostar em identidade local, narrativa conectada e ambição técnica. A passagem pela CCXP25 deixou a sensação de que o projeto ainda está no começo de um caminho maior, mirando um público que gosta de jogar, ler, colecionar e acompanhar universos que crescem em várias frentes ao mesmo tempo.


