O segundo dia da CCXP25 reservou um daqueles momentos que explicam por que Power Rangers segue relevante mesmo depois de décadas. O painel “20 Anos de Power Rangers SPD”, realizado no Palco Universe by Seara, começou celebrando a temporada lançada em 2005, mas ganhou outra dimensão com a participação surpresa de Kyle Higgins, roteirista de “Power Rangers: Alma do Dragão”, HQ que expandiu o legado da franquia nos quadrinhos.
Em sua primeira passagem pela CCXP, Higgins comentou sobre como o evento é visto fora do Brasil e destacou a força do fandom brasileiro. Para o autor, a resposta do público deixou claro que Power Rangers ocupa um espaço muito além da nostalgia, funcionando como uma ponte entre gerações de fãs.
Alma do Dragão e o peso do legado de Tommy Oliver

Reconhecido por aprofundar a mitologia dos Rangers nos quadrinhos, Higgins falou sobre “Alma do Dragão”, obra que acompanha uma fase mais madura de Tommy Oliver e reflete sobre o impacto de suas diferentes identidades ao longo dos anos. A HQ se tornou um ponto de encontro entre quem cresceu assistindo à série na TV e quem passou a acompanhar a franquia por meio das publicações da Boom! Studios.
A conversa reforçou como os quadrinhos ajudaram a manter o universo de Power Rangers em constante expansão, dialogando com o passado sem ignorar novos leitores.
O Morfador Mestre como símbolo da relação com os fãs
Um dos momentos mais marcantes do painel veio da plateia. Kyle Higgins recebeu um Morfador Mestre das mãos do cosplayer Diego Gabriel, que veio de Brasília e integra um grupo completo de Power Rangers ativo na cidade. O objeto tem papel central em “Alma do Dragão”, permitindo que Tommy Oliver acesse múltiplas formas de Ranger ao longo de sua trajetória.
Para Diego, ver o Morfador Mestre chegar às mãos dos criadores da HQ foi a materialização do que a CCXP representa. A troca simbolizou a relação direta entre fãs e autores, algo que raramente acontece fora de eventos desse porte.
Quando palco e plateia falam a mesma língua
O painel no Palco Universe by Seara mostrou que Power Rangers continua vivo justamente por conseguir se reinventar sem perder sua essência. Entre a celebração dos 20 anos de SPD, a expansão do universo nos quadrinhos e a interação espontânea com o público, o encontro deixou claro que a CCXP é também um espaço de construção coletiva de memória.
Para quem acompanhou de perto, ficou a sensação de ter participado de um momento que vai além de um simples painel. Foi um encontro entre passado, presente e futuro de uma franquia que segue se transformando junto com seus fãs.


