Fortaleza entrou no radar dos grandes festivais nacionais entre os dias 10 e 14 de dezembro com a realização do Festival Tamo Junto BB. Durante cinco dias, o Marina Park se tornou um espaço de convivência entre esporte, música, cultura e iniciativas de impacto social e ambiental. A proposta foi simples e ambiciosa ao mesmo tempo: integrar diferentes públicos em uma programação que ocupou o dia com atividades esportivas gratuitas e reservou as noites para grandes shows. O resultado foi um evento que reuniu cerca de 60 mil pessoas e reforçou o festival como uma plataforma de encontro entre entretenimento e acesso.
Esporte no centro da experiência

O esporte foi o fio condutor do Festival Tamo Junto BB, que concentrou etapas decisivas e finais de alguns dos principais circuitos do país. Passaram por Fortaleza o Circuito Banco do Brasil de Surfe, o Circuito BB de Skate Vertical Vert Battle, a última etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia e o Circuito Banco do Brasil de Corrida.
Atletas que fazem parte do Squad BB marcaram presença e ajudaram a ampliar o alcance do evento, entre eles Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Filipe Toledo, Italo Ferreira e Augusto Akio, além de nomes históricos como Bob Burnquist e jovens promessas como Helena Laurino.
No vôlei de praia, a capital cearense recebeu a etapa final da temporada. Talita e Taiana conquistaram o ouro no feminino, enquanto George e Saymon ficaram com o título no masculino. A etapa também confirmou Duda e Ana Patrícia como campeãs da temporada 2025 do circuito.
O surfe teve um Finals Day com forte identidade local. Os títulos da última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe ficaram com os cearenses Juliana Santos e Michel Roque, que venceram pela primeira vez uma etapa do Qualifying Series.
Já a corrida reuniu mais de 3.500 inscritos, com percursos de 1km, 5km e 10km, além da corrida em família e da dog run, ampliando o acesso e atraindo desde atletas experientes até quem buscava a primeira experiência esportiva.
Acesso gratuito, formação e cultura urbana

Um dos pontos centrais do festival foi a democratização do acesso. O público pôde participar de aulas gratuitas de surfe e skate, com equipamentos e instrutores especializados, além de circular por ativações interativas, Arena Gamer, sessões de autógrafos e apresentações culturais. A proposta foi criar um ambiente onde esporte, entretenimento e cultura urbana se encontrassem de forma natural, sem barreiras.
Sustentabilidade como prática concreta

A agenda ambiental teve ações mensuráveis ao longo de todo o evento. Foram instalados dez bebedouros de água, que registraram 17,1 mil usos e evitaram o descarte de 9,7 mil garrafas plásticas. Ao todo, 4,9 mil litros de água foram servidos, o que representou a economia de 29,2 mil litros no processo de produção de embalagens e a redução de 973 kg de CO₂.
A gestão de resíduos garantiu a destinação correta de 2.158,4 kg de materiais recicláveis e a compostagem de 174,9 kg de resíduos orgânicos, com o adubo destinado à farmácia viva do Lar Torres de Melo. O evento também reciclou 1.185 bitucas de cigarro, transformadas em papel artesanal e renda para a APAE, além de reaproveitar lonas de comunicação em ações de upcycling com instituições locais.
A pegada de carbono do festival foi calculada em 49,36 toneladas de CO₂ equivalente, que serão integralmente neutralizadas por créditos florestais certificados do projeto Envira Amazônia. As ações ambientais geraram ainda economia de energia, preservação de árvores e mais de R$ 11 mil em renda para catadores de materiais recicláveis.
No campo social, foram arrecadadas cinco toneladas de alimentos doadas ao projeto Ceará Sem Fome, e todos os skates e capacetes utilizados durante o evento foram destinados ao Projeto União Skate, do Ceará.
Música como elo entre públicos

À noite, a música assumiu o protagonismo e ampliou o alcance do festival. A programação reuniu artistas de diferentes gêneros e gerações, como João Gomes, BaianaSystem, Grupo Revelação, Nação Zumbi, L7nnon, Rachel Reis, Jota.pê, Os Garotin, Melly, 2ZDinizz e Tali. A cena local também teve espaço, com shows de Mateus Fazeno Rock, Gabi Nunes, Os Transacionais e o Bloco Pra Quem Gosta é Bom.
A diversidade musical ajudou a atrair públicos distintos e reforçou a proposta de integração entre esporte, cultura e entretenimento em um mesmo território.
Um festival pensado como plataforma
Para Maurício Toledo, executivo de marketing do Banco do Brasil, o Festival Tamo Junto BB vai além do formato tradicional de evento. Segundo ele, a proposta é criar uma experiência que conecte esporte, cultura, sustentabilidade e tecnologia, promovendo inclusão, formação de novos talentos e valorização de atletas e artistas. Em uma cidade como Fortaleza, com forte identidade esportiva e cultural, o impacto também se reflete na economia local e no legado deixado para a região.
Consolidação e próximos capítulos
A edição de Fortaleza reforça o Festival Tamo Junto BB como uma iniciativa anual que integra etapas decisivas dos circuitos esportivos patrocinados pelo Banco do Brasil. O evento se consolida como uma plataforma de impacto positivo, capaz de gerar movimentação cultural e turística, ao mesmo tempo em que promove acesso, práticas sustentáveis e experiências esportivas de alto nível. A sensação que fica é de um festival que olha para o entretenimento como ferramenta de conexão real entre pessoas, territórios e histórias.


