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Unlock CCXP debate ponte cultural entre Brasil e Coreia após anúncio da CCXP Korea (CCXP25)

O Unlock CCXP abriu espaço para uma conversa direta sobre o diálogo cultural entre Brasil e Coreia do Sul, em um momento simbólico para a marca. O painel aconteceu logo após o anúncio oficial da CCXP Korea, expansão internacional revelada durante a Spoiler Night da última quarta-feira, 3, e reuniu nomes estratégicos desse intercâmbio criativo: Hui Jin Park, especialista e consultora da HJP Intelligence & Insights, Nelson Sato, CEO da Sato Company, e Pierre Mantovani, CEO da Omelete Company.

A discussão partiu do impacto da cultura pop como força moldadora de identidades, comportamentos e modelos de mercado. Em um cenário onde produtos culturais asiáticos ganham cada vez mais espaço no Brasil, o painel analisou como essa troca vai além do entretenimento e influencia consumo, turismo, moda, alimentação e até a forma como países se posicionam globalmente.

Brasil criativo, mas ainda subestimado

CCXP25 VISAO @GABRIELNAFOTO

Um dos pontos centrais do debate foi a percepção de que o Brasil ainda reluta em reconhecer plenamente sua própria potência criativa. Para os participantes, o país reúne diversidade cultural, repertório narrativo e capacidade de inovação comparáveis aos grandes polos globais, mas precisa fortalecer sua autoestima cultural e investir com mais consistência em histórias autorais.

A Coreia do Sul surgiu como referência nesse processo. Mesmo enfrentando desafios semelhantes aos brasileiros, como a barreira da língua, o país construiu uma estratégia sólida de soft power, apostando em planejamento de longo prazo e exportação cultural. O sucesso do K-pop e dos K-dramas foi citado como resultado direto dessa visão estratégica, capaz de transformar produtos culturais em ativos globais.

Novas vozes e novos storytellings

Durante o painel, Pierre Mantovani reforçou a importância de ampliar o espectro de narrativas no audiovisual contemporâneo. Segundo ele, a demanda global por novas histórias cresce na mesma medida em que o público busca representatividade e diversidade de olhares. A ascensão de produções asiáticas foi apontada como prova de que o mercado está aberto a experiências culturais fora do eixo tradicional.

Esse movimento, segundo os debatedores, não substitui culturas já consolidadas, mas amplia o ecossistema criativo, criando espaço para trocas mais equilibradas entre diferentes países e mercados.

CCXP Korea como marco dessa aproximação

O debate foi encerrado com um olhar para o futuro dessa relação entre Brasil e Coreia. A CCXP Korea, que será realizada em Seul em 2027, foi citada como um símbolo concreto dessa aproximação e como uma oportunidade de aprendizado mútuo. Para o Unlock CCXP, o evento representa mais do que uma expansão de marca, mas a consolidação de um diálogo cultural que valoriza criatividade, diversidade e visão global.

Ao colocar Brasil e Coreia na mesma mesa, o painel deixou claro que o caminho para um pop mais plural passa pelo reconhecimento das próprias histórias e pela disposição de compartilhá-las com o mundo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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