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Colaboração com Fallout, Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone entram na Temporada 1 Recarregada

A atualização de meio de temporada de Call of Duty: Black Ops 7 e Call of Duty: Warzone chega em 8 de janeiro e muda bastante o ritmo do jogo. A Temporada 1 Recarregada adiciona mapas, modos, eventos e ainda puxa um crossover que ninguém esperava ver nesse nível: Fallout invade o multiplayer, os zumbis e Verdansk com radiação, Power Armor e criaturas clássicas dos Ermos. Não é só cosmético. A sensação é de que o jogo entrou em outro estado de espírito.

Fallout encontra Call of Duty e o caos é controlado por tempo limitado

O crossover com Fallout funciona como eixo da temporada. Em vez de um evento isolado, a colaboração se espalha por praticamente todos os modos. O destaque fica para o evento global Deathclaw Hunt Limited Time, que transforma partidas em caçadas de alto risco, além do Quantum Exchange Event, que libera recompensas temáticas inspiradas diretamente no universo pós apocalíptico da franquia.

No multiplayer, Nuketown ganha uma releitura curiosa e vira Vault Town, um bairro futurista ao estilo Vault Tec. A mudança não é só estética. O mapa fica mais claustrofóbico e acelera confrontos, algo que casa bem com os modos temporários S.P.E.C.I.A.L. Mayhem e The Ghouls, ambos brincando com mutações, vantagens exageradas e confrontos imprevisíveis.

Fim da Jornada amplia escala e adiciona eventos de alto risco

O modo Fim da Jornada também cresce com dois eventos mundiais que mudam o fluxo das partidas. Wraith Wing World Event coloca os jogadores contra um VTOL avançado da Guilda com capacidade de clonagem, enquanto Deathclaw Hunt Limited Time espalha zonas irradiadas por Avalon, exigindo leitura de mapa e decisões rápidas para sair vivo.

A nova trilha de habilidades Phantom reforça um estilo mais agressivo e técnico, focado em dano alto e mobilidade. É o tipo de adição que favorece quem gosta de dominar o ritmo da partida em vez de apenas reagir ao caos.

Multiplayer aposta em mapas clássicos e novidades bem dosadas

Quatro mapas entram na rotação. Yakei leva o combate para telhados vertiginosos no Japão, apostando em verticalidade e rotas alternativas. Meltdown retorna como remaster direto de Black Ops 2, enquanto Fringe reaparece vindo de Black Ops 6, mantendo aquele design mais aberto e estratégico. Vault Town fecha o pacote como a grande curiosidade da temporada.

O novo modo Tomada mistura conceitos de Dominação e Zona de Conflito, com objetivos que mudam de lugar ao longo da partida. A proposta força adaptação constante e evita partidas previsíveis. Soma-se a isso o retorno de 13 itens clássicos de Loadout, entre equipamentos, melhorias de campo e séries de pontuação, resgatando ferramentas queridas pelos fãs mais antigos.

Zumbis mistura narrativa, sobrevivência e radiação

Em Zumbis, Astra Malorum recebe um Modo Direcionado que facilita o acompanhamento da missão principal, ambientada em um observatório misterioso nos anéis de Saturno. A narrativa avança sem abandonar o clima estranho que sempre marcou o modo.

Já o novo mapa de sobrevivência Zarya Cosmodrome aposta em resistência pura. A ideia é aguentar o máximo de rodadas possível ou ativar a extração no momento certo. Para completar, o LTM Project RADS traz a lógica de Fallout para o modo, exigindo controle constante dos níveis de radiação enquanto Ghouls e Deathclaws entram na jogada.

Warzone acelera partidas e testa consistência dos esquadrões

Em Warzone, o High Octane LTM aposta em partidas mais rápidas, loot reforçado e círculos acelerados. Tudo gira em torno de ação constante, com estações de compra acessíveis de qualquer ponto do mapa. É um modo que conversa bem com quem prefere intensidade a partidas longas.

Já o Power Armor Royale leva o crossover com Fallout ao limite. Em uma versão irradiada de Verdansk, trios disputam núcleos de fusão para acessar Power Armors e ganhar vantagem real em combate. O modo muda completamente a leitura de posicionamento e deixa cada confronto mais imprevisível.

A novidade estrutural fica por conta da Série de Vitórias, que passa a recompensar vitórias consecutivas com camuflagens exclusivas de armas, adicionando um incentivo extra para quem joga em alto nível.

Uma atualização que muda o tom da temporada

A Temporada 1 Recarregada não parece apenas um pacote intermediário. Ela redefine o clima de Black Ops 7 e Warzone, aposta em nostalgia sem ficar presa ao passado e usa o crossover com Fallout de forma funcional, não só como fanservice. Para quem acompanha a franquia de perto, é aquele tipo de atualização que rende boas horas de conversa, clipes caóticos e partidas que fogem do padrão. A partir de 8 de janeiro, o campo de batalha fica mais radioativo e, curiosamente, mais interessante.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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