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Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria | Após vitória no Globo de Ouro, filme com Rose Byrne segue nos cinemas

Atriz é premiada por atuação intensa no filme de Mary Bronstein, que segue em exibição nos cinemas brasileiros

A noite do Globo de Ouro confirmou aquilo que a crítica já vinha sinalizando há meses. Rose Byrne levou o prêmio de Melhor Atriz em Comédia ou Musical por sua atuação em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, longa dirigido por Mary Bronstein que segue em cartaz nos cinemas brasileiros.

No filme, Byrne interpreta Linda, uma mulher empurrada ao limite emocional. Entre a carreira em crise, a doença da filha, um marido ausente, uma pessoa desaparecida e uma relação nada convencional com o terapeuta, a personagem vive um estado constante de exaustão e descontrole. A performance, descrita como visceral e sem filtros, é o eixo que sustenta o filme e explica a força que ele ganhou na temporada de premiações.

Um filme que cresce com o boca a boca

Distribuído no Brasil pela Synapse Distribution, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria estreou no circuito comercial em 1º de janeiro e permanece em exibição em 31 salas, espalhadas por 16 cidades. Entre elas estão Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.

A permanência em cartaz acompanha o crescimento do interesse do público, impulsionado tanto pela repercussão crítica quanto pelo reconhecimento internacional da atriz.

Temporada de prêmios em alta

A vitória no Globo de Ouro se soma a uma sequência consistente de prêmios e indicações para Rose Byrne. Em 2025, ela venceu o prêmio de Melhor Atuação Protagonista no Festival de Berlim e recebeu distinções das associações de críticos de Chicago, Londres e Los Angeles.

Com isso, o nome da atriz aparece com frequência nas listas de apostas para o Oscar, cujos indicados serão anunciados em 22 de janeiro. Caso a indicação se confirme, o filme tende a ganhar ainda mais fôlego no circuito brasileiro.

Trailer

Pôster

Cinema de desconforto, sem concessões

Longe de uma comédia tradicional, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria usa o humor de forma desconcertante, quase cruel, para explorar temas como maternidade, culpa, esgotamento emocional e relações de poder. Mary Bronstein constrói uma narrativa que não busca empatia fácil, apostando no incômodo como ferramenta de aproximação com o espectador.

É justamente nesse território instável que Rose Byrne entrega uma de suas atuações mais comentadas da carreira, transformando o colapso da personagem em algo impossível de ignorar.

Para quem busca um filme que desafia o conforto emocional e aposta em personagens falhos, intensos e humanos, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria segue como uma das experiências mais fortes em cartaz no país.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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