O documentário O Silêncio de Eva, dirigido por Elza Cataldo, estreia em São Paulo no dia 9 de abril, no Espaço Itaú de Cinema. A produção resgata a trajetória de Eva Nil, nome importante do cinema mudo brasileiro que acabou apagado da memória histórica.
Chamada de “Greta Garbo brasileira”, Eva Nil atuou em filmes de Humberto Mauro e Adhemar Gonzaga, hoje perdidos, e deixou o cinema ainda nos anos 1920. Depois disso, passou a trabalhar com fotografia ao lado do pai, vivendo grande parte da vida em Cataguases, Minas Gerais.
Um resgate entre memória e imaginação
O filme aposta em uma linguagem híbrida, combinando pesquisa documental com encenações que tentam preencher lacunas da história de Eva. A atriz Inês Peixoto conduz esse percurso, ao lado de Eduardo Moreira e Bárbara Luz, criando paralelos entre a vida da artista e o próprio fazer teatral e cinematográfico.
A proposta não é apenas biográfica. O longa investiga o apagamento de figuras femininas na história do cinema e transforma esse silêncio em tema central, usando recriações poéticas para dar forma ao que não foi registrado.
Cinema, memória e resistência
Para Elza Cataldo, o projeto nasce do impacto de redescobrir uma atriz praticamente esquecida, mas com relevância histórica. A diretora constrói o filme como um encontro entre gerações, conectando o passado de Eva com artistas contemporâneos que ainda enfrentam desafios semelhantes dentro do audiovisual brasileiro.
Essa reflexão aparece também no discurso do próprio filme: dificuldades de produção, financiamento e circulação continuam sendo obstáculos recorrentes, atravessando décadas do cinema nacional.
O Silêncio de Eva estreia em São Paulo no dia 9 de abril, no Espaço Itaú de Cinema.


