InícioCulturaSBCC completa um ano conectando marcas e comunidade no cenário gamer brasileiro

SBCC completa um ano conectando marcas e comunidade no cenário gamer brasileiro

Agência aposta em conteúdo autoral, inclusão e cultura de base para crescer dentro do ecossistema de games

A SBCC (Soto Bello Creative Crew) chega ao primeiro ano de atividade se posicionando como um projeto que nasceu dentro da própria comunidade gamer e tenta operar diferente do modelo tradicional de mercado. Em vez de apenas campanhas, a proposta é construir narrativa, identidade e conexão real com quem joga, acompanha e participa ativamente da cultura.

Fundada em 2025 por Gabriel Soto Bello, Luan Assunuma e Gabrielly Zanelatto, a SBCC surge a partir de uma leitura que muita gente da cena reconhece: marcas querem falar com o público gamer, mas nem sempre entendem como fazer isso sem soar artificial. A resposta do trio foi montar uma estrutura que junta produção audiovisual, estratégia e linguagem nativa da comunidade.

Esse DNA aparece tanto na trajetória dos fundadores quanto nos projetos. Gabriel vem de anos acompanhando e construindo comunidades, além de ser um dos nomes por trás do TRETA Championship, bem conhecido na FGC brasileira. Luan traz experiência direta com conteúdo e storytelling no universo de games, enquanto Gabrielly organizou a base do negócio para transformar a ideia em operação sustentável.

Na prática, isso já virou trabalho com empresas como NVIDIA, Ubisoft, KRAFTON e Logitech. Mas o ponto central não é só com quem a SBCC trabalhou, e sim como. Projetos como Na Cozinha com Sotobello, inspirado em PUBG, ou Memory Card, que resgata o contexto de lançamento de jogos como Assassin’s Creed, partem de uma lógica simples: falar com quem vive o jogo, não apenas com quem consome publicidade.

Outro eixo importante da atuação é o posicionamento dentro da própria comunidade. A SBCC assume um discurso direto contra práticas tóxicas que ainda fazem parte do ambiente online, como racismo, misoginia e LGBTfobia, e investe em acessibilidade em parceria com a AbleGamers Brasil. Não é só discurso, há aplicação prática, inclusive com formação da equipe em Accessible Player Experiences.

Para quem acompanha o cenário, o movimento faz sentido dentro de um momento em que o mercado brasileiro cresce, mas ainda busca amadurecer sua relação com a própria base. A SBCC tenta ocupar esse espaço intermediário: entender a linguagem da comunidade e traduzir isso em projetos relevantes.

O próximo passo, segundo a própria agência, é expandir mantendo esse mesmo foco, trabalhando mais próximo de estúdios independentes, criadores e iniciativas locais. Em um cenário onde muita coisa ainda vem de fora, a aposta aqui é fortalecer o que nasce dentro.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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