Três décadas depois de uma das maiores conquistas do esporte brasileiro, a história de Hortência Marcari e Paula Gonçalves volta ao centro das atenções na série documental “Hortência e Paula”. Os episódios finais da produção chegam ao sportv nesta segunda-feira (9), às 17h e 17h45, com disponibilidade também no Globoplay para assinantes.
Dirigida por Eduardo Hunter Moura, a série tem quatro episódios de cerca de 30 minutos e revisita a trajetória das duas maiores referências do basquete feminino brasileiro. A produção resgata momentos marcantes da carreira das atletas, incluindo rivalidades em quadra, a pressão estética enfrentada pelas jogadoras e conquistas históricas como o Mundial de 1994 e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996.
A geração que mudou o basquete feminino
Com imagens de arquivo e depoimentos atuais, o documentário reconstrói a caminhada da dupla que ajudou a transformar o basquete feminino no Brasil. A narrativa é conduzida pelas próprias atletas, que relembram bastidores da Seleção Brasileira e os desafios enfrentados em uma época em que o esporte feminino ainda buscava espaço e reconhecimento.
Na série, Hortência relembra a emoção da medalha olímpica conquistada nos Estados Unidos. “Essa emoção não tem igual. Todo atleta corre atrás disso, muitos tentam e não conseguem. Nós conseguimos”, afirma.
Paula também destaca a importância daquele momento para sua carreira. Para a ex-armadora, o título mundial foi o mais importante de sua trajetória, mas a medalha olímpica trouxe um reconhecimento especial para a equipe.
O caminho até Atlanta 1996
O terceiro episódio aborda as mudanças na Seleção após o desempenho frustrante nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992. Já veteranas, Hortência e Paula lideram uma nova geração de jogadoras rumo ao Mundial de 1994, onde enfrentam a poderosa seleção dos Estados Unidos.
No episódio final, a série acompanha o período após o título mundial, quando Hortência se afasta temporariamente da Seleção durante a gravidez. A classificação para os Jogos de Atlanta 1996 reacende o sonho olímpico da dupla, que acabaria entrando para a história com a medalha de prata.
Mais que títulos e estatísticas
Segundo o diretor Eduardo Hunter Moura, o objetivo da série foi olhar além das conquistas esportivas.
A produção tenta revelar a dimensão humana da relação entre as duas jogadoras, marcada por momentos de rivalidade, parceria e liderança dentro da Seleção. O resultado é um retrato de como a trajetória delas ajudou a abrir caminho para novas gerações de atletas no esporte feminino brasileiro.
Produzida pela Hunter Filmes em coprodução com o sportv, a série reúne depoimentos de nomes importantes do basquete nacional, incluindo Janeth Arcain, Adriana Santos, Marta Sobral e o técnico Antônio Carlos Barbosa, entre outros.

