O cinema brasileiro volta a olhar para os bastidores da história recente com A Conspiração Condor, novo thriller dirigido por André Sturm. O longa chega aos cinemas em 9 de abril e acaba de ganhar seu cartaz oficial.
Protagonizado por Mel Lisboa e Dan Stulbach, o filme parte de uma pergunta que ainda ecoa na história política do país: o que realmente aconteceu nas mortes dos ex presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, ambas registradas em 1976.
Uma investigação que atravessa a ditadura
Na trama, Mel Lisboa interpreta Silvana, uma jornalista que começa a desconfiar das versões oficiais sobre as mortes dos dois ex presidentes.
Durante a investigação, ela se une ao jornalista argentino Juan, vivido por Dan Stulbach. Juntos, os dois começam a cruzar pistas que apontam para uma rede de interesses políticos e pressões silenciosas nos bastidores do regime militar.
No caminho, Silvana se aproxima também de Carlos Lacerda, interpretado por Pedro Bial. O encontro abre espaço para discutir a tentativa de articulação da Frente Ampla, movimento político que buscava reunir lideranças contra a ditadura.
Pôster

Entre ficção e memória histórica
O roteiro é assinado por André Sturm em parceria com Victor Bonini e combina elementos de thriller investigativo com acontecimentos reais da política brasileira.
Além de produzir o filme ao lado de Beatriz Reis, Liz Reis também aparece no elenco como Maria Tereza Goulart, viúva de João Goulart.
Segundo a atriz e produtora, interpretar a personagem foi uma forma de dar voz a quem viveu aquele momento histórico de perto. Para ela, o filme revisita um período em que o país aparentava normalidade enquanto decisões importantes eram tomadas longe dos olhos do público.
O elenco ainda inclui Maria Manoella, Nilton Bicudo e Marat Descartes.
Com cerca de 110 minutos, A Conspiração Condor chega aos cinemas com distribuição da Pandora Filmes, empresa conhecida por trazer ao circuito nacional títulos importantes do cinema independente internacional.
Thrillers políticos costumam funcionar como uma lente dramática sobre o passado. Neste caso, o filme aposta na investigação jornalística para reabrir perguntas que continuam, décadas depois, longe de uma resposta definitiva.

