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Como a inteligência artificial ajudou a transformar a maior Copa do Mundo da história

A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história não apenas por reunir 48 seleções, 104 partidas e três países-sede, mas também pelo uso inédito de tecnologias baseadas em inteligência artificial durante praticamente toda a competição. Entre análises táticas, recursos para a arbitragem, transmissões e operação do torneio, a tecnologia ganhou um papel cada vez mais importante na experiência de jogadores, árbitros e torcedores.

Como parceira oficial de tecnologia da FIFA, a Lenovo foi responsável por fornecer parte dessa infraestrutura, que sustentou as operações do Mundial com milhares de dispositivos espalhados pelos estádios, centros de transmissão e bases das seleções. Segundo a empresa, o ecossistema operou com disponibilidade de 99,99% durante toda a competição.

IA também entrou em campo

Uma das principais novidades foi o FIFA AI Pro, plataforma criada para oferecer análises de desempenho às 48 seleções participantes. A ferramenta reúne milhões de dados das partidas e permite que comissões técnicas consultem estatísticas, vídeos e informações táticas por meio de comandos em linguagem natural, democratizando recursos que antes estavam disponíveis apenas para federações com maior investimento.

Outra inovação apareceu durante as transmissões. O recurso Referee View levou ao público imagens captadas pela câmera corporal do árbitro, estabilizadas por inteligência artificial para criar uma visão em primeira pessoa do jogo. A tecnologia estreou ao longo do torneio e esteve presente em lances importantes, incluindo o primeiro gol da competição.

Arbitragem mais transparente

A IA também foi utilizada para aprimorar a tecnologia de impedimento semiautomatizado. Antes do torneio, todos os jogadores participantes foram digitalizados para a criação de avatares tridimensionais utilizados nas animações exibidas durante as revisões de arbitragem, tornando as decisões mais compreensíveis para quem acompanhava as partidas.

Muito além das transmissões

Nos bastidores, um centro inteligente de operações reuniu informações em tempo real sobre logística, segurança, infraestrutura e demais áreas envolvidas na organização da Copa do Mundo. A solução ajudou a coordenar atividades em centenas de locais distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá.

Com o encerramento do Mundial masculino, a expectativa agora se volta para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil e deverá utilizar parte das tecnologias apresentadas durante a competição de 2026.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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