O cinema brasileiro perdeu nesta terça-feira (22) um de seus principais protagonistas. Morreu Luiz Carlos Barreto, o Barretão, cineasta, fotógrafo, roteirista e produtor responsável por algumas das obras mais importantes da cinematografia nacional ao longo de mais de seis décadas de carreira.
A informação foi confirmada pelo Ministério da Cultura, que lamentou a morte do produtor e destacou sua contribuição para a consolidação da indústria audiovisual brasileira.
Um dos pilares do cinema nacional
Antes de se tornar um dos maiores produtores do país, Barretão iniciou a carreira como fotojornalista da revista O Cruzeiro. A experiência abriu caminho para sua atuação no cinema, onde participou ativamente do movimento Cinema Novo.
Seu primeiro trabalho de destaque foi como coautor do roteiro e coprodutor de O Assalto ao Trem Pagador (1962). Pouco depois, assinou a direção de fotografia de clássicos como Vidas Secas (1963) e Terra em Transe (1967), consolidando seu nome entre os grandes profissionais do audiovisual brasileiro.
Clássicos que marcaram gerações
Ao lado da produtora Lucy Barreto, fundou a LC Barreto, responsável por levar às telas alguns dos filmes mais emblemáticos do país.
Entre as produções assinadas pela empresa estão Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brasil, Memórias do Cárcere, além de O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e fundamentais para ampliar a projeção internacional do cinema brasileiro.
Legado para o audiovisual
Em nota, o Ministério da Cultura afirmou que Luiz Carlos Barreto foi “um dos mais importantes nomes da história do cinema brasileiro” e prestou solidariedade à família, aos amigos e à comunidade cultural.
Mais do que produzir filmes de sucesso, Barretão ajudou a construir uma indústria cinematográfica nacional, incentivando diferentes gerações de realizadores e contribuindo para que o cinema brasileiro conquistasse reconhecimento dentro e fora do país.

