Os dois javalis-africanos que vivem no Simba Safari, em São Paulo, passaram por um tratamento especial nas patas. O procedimento, conhecido como casqueamento, inclui corte, limpeza e nivelamento dos cascos para preservar a mobilidade e evitar problemas de saúde.
A ação foi realizada pela veterinária e especialista em suínos Isabele de Oliveira, conhecida nas redes sociais como “Dra. Pig”, em parceria com a equipe veterinária do Zoo São Paulo.
Apesar do apelido de “pedicure”, o procedimento é um cuidado importante para animais que caminham sobre cascos. Como essas estruturas são formadas por queratina e crescem continuamente, o excesso pode interferir na forma como o animal pisa e se movimenta.
Como funciona o casqueamento?

Patinhas feitas
Antes do procedimento, Isabele avaliou a maneira como cada javali caminhava. A análise é importante porque o tratamento precisa considerar a anatomia e a pisada individual de cada animal.
“Cada casqueamento precisa ser individualizado. É preciso respeitar como esse animal se apruma, como pisa no chão”, explica a especialista.
Por serem animais fortes, os javalis foram sedados durante o atendimento e permaneceram sob acompanhamento veterinário. Além do corte e raspagem dos cascos, a equipe realizou hidratação da região e utilizou óleo de bálsamo nas chamadas “cutículas”.
O atendimento também serviu para realizar outros procedimentos de medicina preventiva, incluindo exame físico, vacinação, avaliação da dentição e coleta de sangue. Radiografias feitas com equipamento portátil ajudaram a equipe a verificar as estruturas internas das patas.
Por que cuidar dos cascos é importante?
Os javalis-africanos são ungulados, grupo de animais que utiliza cascos para sustentar o peso do corpo e se locomover. Alterações nessas estruturas podem afetar diretamente a movimentação e o bem-estar dos animais.
Segundo Maria Fernanda Gondim, médica-veterinária chefe do Zoológico de São Paulo, a avaliação durante a contenção permite identificar alterações antes que elas se transformem em problemas mais graves.
Javalis também “pastam” de joelhos
Além do casqueamento, os animais chamam atenção por outro comportamento curioso. Os javalis-africanos possuem cabeça grande e pescoço curto, o que dificulta alcançar o chão diretamente.
Por isso, é comum que eles dobrem as patas dianteiras e fiquem praticamente de joelhos para procurar alimentos como raízes e insetos.
O comportamento pode ser observado nos animais do Simba Safari.
Serviço — Simba Safari
Horários: segunda a sexta, das 9h às 17h, com entrada até 16h; sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 18h, com entrada até 17h.
Endereço: Avenida do Cursino, 6338 — Água Funda, São Paulo (SP).


