O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na segunda-feira (10), no Cine Alvorada, em Brasília, integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), familiares de Honestino Guimarães e a equipe do filme Honestino. A sessão especial aconteceu poucos dias antes da estreia nacional do longa, marcada para esta quinta-feira (13).
Dirigido por Aurélio Michiles e estrelado por Bruno Gagliasso, o filme combina documentário e ficção para reconstruir a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da Universidade de Brasília (UnB).
Honestino foi preso cinco vezes durante sua militância política e desapareceu em 1973, aos 26 anos, durante a ditadura militar. Até hoje, seus restos mortais não foram encontrados.
Filme mistura arquivos e dramatização
A produção utiliza cartas, poemas e imagens de arquivo deixados por Honestino, além de depoimentos de familiares, amigos e antigos companheiros de militância.
Entre os entrevistados estão nomes como Almino Afonso, Jorge Bodanzky e Franklin Martins. A parte ficcional fica concentrada na interpretação de Bruno Gagliasso, que assume o papel do líder estudantil.
A sessão realizada no Cine Alvorada reuniu diferentes gerações ligadas à trajetória de Honestino e reforçou o caráter de preservação da memória histórica proposto pelo filme.
Antes de chegar ao circuito comercial, Honestino passou por festivais brasileiros. O longa foi exibido no Festival do Rio, onde recebeu o Troféu Redentor de Melhor Montagem, além de integrar a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Uma história que ainda permanece na memória
Para a presidenta da UNE, Bianca Borges, a trajetória de Honestino permanece como um dos símbolos da atuação da entidade durante a ditadura militar.
A produção chega aos cinemas em um momento em que a preservação da memória sobre o período continua sendo parte importante do debate em torno da história política brasileira.


