O Nubank Parque, em São Paulo, está recebendo uma nova infraestrutura de conectividade voltada para shows, partidas de futebol e outros grandes eventos. A iniciativa, anunciada pela Claro, combina Wi-Fi 6, 5.5G, fibra óptica e ondas milimétricas para aumentar a capacidade de conexão da arena mesmo durante eventos com dezenas de milhares de pessoas.
A parceria também transforma o espaço em um ambiente de testes para novas aplicações de conectividade no entretenimento. Entre as possibilidades estão transmissões com múltiplos ângulos de visão, experiências de realidade aumentada e virtual e sistemas de transmissão esportiva conectados diretamente à rede móvel.
Mais de 700 pontos de acesso na arena
A infraestrutura instalada no Nubank Parque conta com mais de 700 pontos de acesso Wi-Fi 6, conectados a uma rede dedicada de fibra óptica.
A ideia não é atender apenas o público. A estrutura também foi desenvolvida para suportar as operações comerciais da arena, incluindo sistemas de pagamento, equipamentos utilizados por parceiros e outras aplicações que dependem de conexão estável durante eventos de grande porte.
Para os visitantes, o Wi-Fi gratuito passa a fazer parte da experiência. Com a arena lotada, a rede deverá permitir o compartilhamento de fotos e vídeos, transmissões ao vivo e outras atividades que exigem maior capacidade de dados.
5.5G abre espaço para novas experiências
A principal novidade tecnológica está na rede móvel. O Nubank Parque já conta com infraestrutura 5.5G em modo standalone, além de uma rede comercial em ondas milimétricas (mmWave).
Essa combinação aumenta a capacidade de transmissão de dados e reduz a latência, características importantes para aplicações que precisam funcionar em tempo real.
Uma das possibilidades apresentadas pela Claro é permitir que o próprio espectador escolha diferentes ângulos de uma partida diretamente pelo smartphone, assumindo um papel mais ativo na maneira como acompanha o evento.
A tecnologia também pode viabilizar recursos como uma visão produzida a partir da câmera do árbitro, além de experiências de realidade aumentada e virtual integradas ao ambiente da arena.
Essas aplicações ainda são apresentadas como possibilidades futuras da infraestrutura, e não como recursos disponíveis em todos os eventos realizados atualmente no espaço.
Tecnologia também pode mudar as transmissões
O impacto do 5.5G não fica restrito ao público. A estrutura também pode modificar a maneira como emissoras e produtoras realizam transmissões ao vivo.
Com câmeras conectadas diretamente à rede móvel, por exemplo, determinadas operações poderiam dispensar parte da infraestrutura cabeada tradicional. A menor latência também abre espaço para transmissões mais dinâmicas durante partidas e shows.
A infraestrutura ainda contempla redes privativas, IoT, network slicing e APIs do Open Gateway, tecnologias que permitem direcionar capacidade de rede para operações específicas.
Em uma arena que recebe eventos simultaneamente voltados ao entretenimento, esporte e negócios, essa capacidade pode ser utilizada para priorizar serviços como transmissão, pagamentos e sistemas de segurança.
Uma arena cada vez mais conectada
A parceria entre Claro e Nubank Parque também dá continuidade a uma relação que já passou por diferentes gerações de conectividade.
O espaço recebeu demonstrações de 5G antes da expansão comercial da tecnologia no Brasil e, em 2025, tornou-se o primeiro estádio do país a receber infraestrutura 5.5G, segundo a Claro.
Agora, a nova etapa amplia essa estrutura para transformar a conectividade em parte da própria experiência de quem frequenta a arena.
Para quem vai a um show ou partida, a mudança mais perceptível pode ser simplesmente uma conexão mais estável quando milhares de pessoas estão utilizando a rede ao mesmo tempo. Mas, no longo prazo, o impacto mais interessante está nas possibilidades abertas pelo 5.5G: assistir a uma partida de diferentes perspectivas, interagir com elementos virtuais ou consumir uma transmissão de maneira mais personalizada.
É nesse ponto que a parceria deixa de ser apenas uma atualização de infraestrutura e passa a apontar para uma mudança na forma como tecnologia e entretenimento podem se encontrar dentro de grandes arenas.


