A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chega à reta final com produções brasileiras que passaram por programas de incentivo ao audiovisual. Entre os destaques estão 100 Dias, novo filme de Carlos Saldanha, Clarice Vê Estrelas, de Letícia Pires, e A Prisioneira, de Francisco Ramalho Jr., que integram a programação do evento.
Além das exibições, a Mostra ocupa espaços culturais da capital paulista, como a Sala São Paulo, o Museu da Imagem e do Som (MIS) e o Teatro Sérgio Cardoso. A edição de 2026 também conta com atividades voltadas ao mercado audiovisual e uma programação dedicada ao público infantil.
Carlos Saldanha leva a história de Amyr Klink aos cinemas
Um dos destaques brasileiros é 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha, cineasta conhecido por trabalhos como A Era do Gelo, Rio e O Touro Ferdinando.
Baseado no livro Cem Dias Entre Céu e Mar, o longa acompanha a travessia do navegador brasileiro Amyr Klink pelo Oceano Atlântico, em uma viagem entre a África e o Brasil.
A produção teve sessões antecipadas durante a Mostra e chega ao circuito comercial brasileiro nesta quinta-feira, 29 de outubro.
O filme recebeu R$ 6 milhões em recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de um edital estadual de 2023 voltado à produção audiovisual.
Clarice Vê Estrelas e A Prisioneira também participam da Mostra
Voltado ao público infantil, Clarice Vê Estrelas, de Letícia Pires, foi escolhido para abrir a Mostrinha, programação paralela dedicada às crianças e aos jovens.
Baseado em um livro escrito pela própria diretora, o filme acompanha Clarice, uma menina de oito anos que encontra um livro misterioso e acaba transportada para o Circo Aquarius, um universo marcado pela fantasia.
A produção foi contemplada por um edital estadual de distribuição audiovisual de 2025 e tem uma nova sessão prevista para 29 de outubro.
Outro título presente na programação é A Prisioneira, dirigido por Francisco Ramalho Jr. O longa adapta o romance Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, do escritor russo Nikolai Leskov, transportando a história para o interior de São Paulo durante o século XIX.
O filme também recebeu apoio da Lei Paulo Gustavo e possui sessões anunciadas para os dias 27 e 29 de outubro.
Documentário acompanha bastidores da Orquestra Jovem Tom Jobim
A programação inclui ainda Ensaiando o Brasil, documentário dirigido por Elisa Bracher que acompanha os bastidores da Orquestra Jovem Tom Jobim.
Formado por músicos de até 25 anos, o grupo está vinculado à Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) e recebeu recentemente uma indicação ao Grammy Latino.
O documentário tem sua última exibição na Mostra prevista para esta segunda-feira, 26 de outubro.
Mostra também reúne exposições e debates sobre cinema
Além das sessões, o Museu da Imagem e do Som recebe a exposição fotográfica Steps, dedicada ao cineasta e poeta iraniano Abbas Kiarostami, que morreu em 2016.
O espaço também sediou uma sessão acompanhada de debate sobre uma refilmagem latino-americana de Gosto de Cereja, uma das obras mais conhecidas do diretor.
A programação se estende a outros espaços da cidade, incluindo o Teatro Sérgio Cardoso e o Solar Fábio Prado, que recebe sessões e atividades de discussão sobre o mercado audiovisual.
A edição de 2026 conta com R$ 500 mil em apoio direto do Governo de São Paulo por meio do ProAC, além de R$ 200 mil destinados ao Encontro de Ideias, voltado a debates sobre o setor.
Após o encerramento da Mostra, parte da programação infantil também deverá circular por unidades das Fábricas de Cultura e por sessões itinerantes do Cine Sustentável.
A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo segue até 28 de outubro de 2026, com sessões e atividades em diferentes espaços da capital. Já 100 Dias, de Carlos Saldanha, estreia nos cinemas brasileiros em 29 de outubro.


