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iGaming pode movimentar € 461,8 bilhões até 2031 com avanço da IA

Relatório aponta crescimento do mercado nos próximos cinco anos e analisa mudanças em inteligência artificial, cibersegurança, pagamentos e regulação

O mercado global de iGaming pode alcançar € 461,8 bilhões em receita bruta de jogos até 2031, impulsionado pela digitalização das plataformas e pela adoção de tecnologias como inteligência artificial. A projeção faz parte do Relatório de Tendências de iGaming 2027, produzido pela SOFTSWISS em parceria com a WorldGaming.

Segundo dados da H2 Gambling Capital citados pelo estudo, o setor deve movimentar € 307,3 bilhões em 2026. Depois de registrar crescimento anual composto de 29,95% entre 2019 e 2026, a expectativa apresentada no relatório é de avanço de aproximadamente 9% ao ano entre 2027 e 2031.

A quinta edição do levantamento ouviu mais de 500 profissionais do setor e recebeu contribuições de mais de 65 especialistas, além de reunir informações de mercado e dados de empresas como Amazon Web Services (AWS), Pentasia, BGaming e FinteqHub.

Mais do que projetar o crescimento financeiro, o relatório tenta identificar como a tecnologia deve modificar a operação das plataformas nos próximos anos.

IA muda de ferramenta para parte da operação

A inteligência artificial aparece como uma das principais transformações apontadas pelo estudo. O domínio dessas ferramentas começa a ser tratado como uma competência necessária em áreas como produto, marketing, tecnologia e operações.

Segundo o levantamento, as empresas também começam a trabalhar com equipes mais enxutas e novas funções relacionadas à gestão, engenharia e criação com IA.

A tecnologia, porém, também amplia problemas de segurança. O relatório aponta que ferramentas de IA estão tornando tentativas de personificação e engenharia social mais convincentes e escaláveis.

Dados da Qrator Labs citados pelo estudo indicam que empresas de tecnologia financeira responderam por 44,2% dos incidentes de ataques DDoS registrados no primeiro trimestre de 2026, enquanto o setor de apostas apareceu entre os três segmentos mais atingidos.

Diante disso, uma das tendências apresentadas é a integração entre cibersegurança, prevenção a fraudes, pagamentos, combate à lavagem de dinheiro e verificação de identidade, permitindo que diferentes sinais sejam analisados conjuntamente.

Regulação também passa pela tecnologia

O uso da IA não fica restrito às empresas. O estudo destaca o crescimento das chamadas ferramentas de SupTech, utilizadas por autoridades para automatizar e ampliar a supervisão dos mercados regulados.

Segundo pesquisas citadas no relatório, 85% das autoridades do setor financeiro em economias avançadas já utilizam algum tipo dessa tecnologia.

Outra tendência é o chamado compliance em tempo real. Em vez de empresas e reguladores dependerem exclusivamente de relatórios entregues periodicamente, sistemas começam a permitir o compartilhamento contínuo de determinadas informações.

O estudo também cita experiências internacionais de combate a plataformas não licenciadas, incluindo bloqueios de pagamentos por empresas de telecomunicações no Cazaquistão e monitoramento de domínios na África do Sul.

Assistentes de IA entram na discussão

Até os assistentes de inteligência artificial aparecem entre os desafios apontados pelo relatório. Uma investigação realizada em março de 2026 e citada pelo estudo indicou que ferramentas generativas poderiam ser induzidas a recomendar plataformas de cassino on-line não licenciadas.

A partir desse cenário, o relatório prevê maior discussão sobre mecanismos capazes de verificar licenças e filtrar plataformas irregulares antes de apresentá-las aos usuários.

No Índice de Maturidade Digital da SOFTSWISS, o próprio setor de iGaming recebeu nota 4,67 de 5, resultado associado pelo estudo à adoção de IA, pagamentos digitais, infraestrutura mobile, tecnologias regulatórias e análise de dados.

O Relatório de Tendências de iGaming 2027 foi produzido pela SOFTSWISS em parceria com a WorldGaming e combina entrevistas, pesquisas com profissionais, dados das empresas e fontes externas para analisar as principais mudanças esperadas para o setor.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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