Em algum momento, criar pode deixar de ser divertido e começar a parecer trabalho. A preocupação com o resultado, a aprovação dos outros e até a necessidade de transformar um hobby em algo útil são algumas das barreiras discutidas por Austin Kleon em seu novo livro, Não chame de arte: 10 maneiras de voltar a criar como uma criança.
Publicado no Brasil pela Rocco, o livro parte de uma ideia simples: observar como as crianças criam antes de aprenderem a se preocupar se aquilo que estão fazendo é bom, faz sentido ou será aprovado por alguém.
Autor do best-seller Roube como um Artista, Kleon encontrou parte dessa inspiração na convivência com os próprios filhos. Para ele, crianças conseguem experimentar com mais liberdade justamente porque ainda não colocam sobre o processo criativo muitas das cobranças acumuladas durante a vida adulta.
Um céu pode ser roxo, uma árvore pode ser azul e não é preciso justificar nenhuma dessas escolhas.
Dez caminhos para voltar a criar
Em Não chame de arte, Kleon organiza essas observações em dez lições, passando por ideias como experimentar, se aventurar e começar alguma coisa sem necessariamente saber onde ela vai terminar.
A proposta não é apresentar uma fórmula para acabar com o bloqueio criativo. Em vez disso, o autor procura recuperar a curiosidade e o caráter lúdico da criação, principalmente nos períodos em que produzir alguma coisa passa a ser acompanhado pela pressão para que o resultado seja útil ou reconhecido.
O formato mantém características dos trabalhos anteriores de Kleon, combinando textos, citações, ilustrações e exemplos.
Além de Roube como um Artista, o escritor norte-americano é autor de Mostre seu Trabalho!, Siga em Frente! e Roube como um Artista – O Diário. Seus livros já foram publicados em mais de 30 idiomas e venderam mais de dois milhões de exemplares.

Não chame de arte: 10 maneiras de voltar a criar como uma criança tem tradução de Isabela Sampaio, 208 páginas e preço sugerido de R$ 79,90, pela Editora Rocco.


