A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, entre os dias 22 de julho e 3 de agosto de 2025, a mostra Filmes Cubanos Restaurados, uma rara oportunidade para redescobrir a riqueza e a força do cinema cubano em cópias restauradas. A programação, gratuita, reúne 15 títulos — oito longas e sete curtas — que revelam diferentes faces da cinematografia da ilha, com destaque para nomes como Tomás Gutiérrez Alea, Sara Gómez e Humberto Solás.
Com curadoria de Silvia Oroz e Gregory Baltz, a mostra traz ao Brasil filmes que passaram por um delicado processo de restauração, promovido pela Cinemateca de Cuba sob a direção de Luciano Castillo, em colaboração com instituições como a Academy of Motion Picture Arts and Sciences. A proposta é valorizar a memória cinematográfica de Cuba e sua influência cultural na América Latina.
Entre os destaques estão o icônico Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate, 1995), indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo, 1968), restaurado e exibido no Festival de Cannes, e a comédia satírica La Muerte de un Burocrata (A Morte de um Burocrata, 1966), que ganhou nova vida com a restauração exibida no Festival de Veneza em 2019.
Convidadas especiais e bate-papos



A programação conta com a presença da atriz Mirtha Ibarra, conhecida por seu papel em Morango e Chocolate, e da vice-diretora da Cinemateca de Cuba, Lola Calviño. As duas participam de bate-papos e mesas de debate, que ampliam o olhar sobre o cinema cubano e suas trajetórias pessoais e políticas.
No dia 22 de julho, logo após a exibição de Morango e Chocolate, Mirtha Ibarra conversa com o público sobre sua experiência no longa. No dia seguinte, 23 de julho, Lola Calviño fala sobre o trabalho da Cinemateca de Cuba na restauração de acervos históricos. Além disso, as duas estarão ao lado da curadora Silvia Oroz no debate do dia 26 de julho sobre a história do cinema cubano.
Outro momento importante da mostra acontece no dia 2 de agosto, com uma masterclass do professor Afrânio Mendes Catani dedicada à obra de Tomás Gutiérrez Alea, um dos cineastas fundamentais da história do cinema latino-americano.
Origens da mostra e preservação audiovisual
A ideia da mostra surgiu em 2024, durante uma viagem dos curadores por Cuba, México e Argentina. Gregory Baltz, que dirige um documentário sobre Silvia Oroz, relembra que o projeto nasceu de uma conversa informal com Luciano Castillo, quando foi revelado que vários filmes cubanos estavam sendo restaurados — uma faísca que acendeu a proposta de exibir essas obras ao público brasileiro.
A programação também destaca o trabalho de restauração e preservação audiovisual, com a participação de Fábio Vellozo e Hernani Heffner, da Cinemateca do MAM-RJ, que debatem os desafios da preservação na América Latina no dia 31 de julho.
Clássicos e sessões acessíveis
Entre os longas exibidos estão Giselle (1965), Lucía (1968), Uma Luta Cubana Contra os Demônios (1971), De Certa Maneira (1974) e A Última Ceia (1976). A seleção de curtas inclui obras como Irei a Santiago (1964), Fábrica de Tabaco (1965), Ilha do Tesouro (1969) e Poder Local, Poder Popular (1970).
A mostra também contará com sessões acessíveis, com legendas descritivas em diversas datas, entre os dias 25 de julho e 2 de agosto. Essas exibições buscam garantir o acesso de públicos diversos à riqueza do cinema restaurado.
Cinema cubano como patrimônio cultural
Desde a criação do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC), em 1959 — apenas 83 dias após a Revolução —, o cinema cubano tornou-se um dos grandes expoentes do audiovisual latino-americano. A fundação da Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños consolidou Cuba como um polo formador de talentos, com a participação de nomes como Coppola, Costa-Gavras, Spielberg e Ruy Guerra.
A mostra Filmes Cubanos Restaurados celebra esse legado e convida o público brasileiro a se reconectar com obras que marcaram gerações — agora restauradas e mais vívidas do que nunca.
Serviço:
Mostra “Filmes Cubanos Restaurados”
De 22 de julho a 3 de agosto de 2025
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Unidade Passeio
Rua do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
Acesso para pessoas com deficiência
Entrada Gratuita
Horários da bilheteria: terça a sábado, das 13h às 19h | domingos e feriados, das 13h às 18h.
Retirada de ingressos a partir de 30 minutos antes de cada sessão e atividade programada
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: (21) 3083-2595
site da CAIXA Cultural | @caixaculturalrj
Programação completa, sinopses e mais informações estão disponíveis no site da CAIXA Cultural.

