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Histórias Cinematográficas | Literatura que conversa com o cinema

O multitalentoso Andersen Viana acaba de lançar Histórias Cinematográficas pela Editora Sinete, reunindo sete narrativas independentes que brincam com estilos, atmosferas e influências improváveis. O resultado soa como aquela coletânea que tanto funciona para leitores curiosos quanto para quem vive pensando em como uma boa história poderia virar filme.

Com 119 páginas e ilustrações, o livro chega ao mercado por R$ 60 no site da editora. As histórias, escritas ao longo dos últimos sete anos, misturam ecos de João Guimarães Rosa, Ariano Suassuna, Edgar Allan Poe e Kafka, passando por Gabriel García Márquez e chegando ao espírito inventivo de Gene Roddenberry, criador de Star Trek. É um caldeirão literário que conversa tanto com a tradição brasileira quanto com ficção especulativa e fantasia.

Sete histórias, muitos mundos

A estrutura do livro chama atenção: cada narrativa é totalmente independente, permitindo que o leitor escolha a ordem sem medo de perder nada. Antes de cada história, uma sinopse curta ajuda a situar o clima.

Duas delas, As aventuras de Severino Cascadura e O homem que pensava demais, brincam com microcontos internos, quase como episódios dentro do conto principal. Essa dinâmica dá ao livro uma pegada de antologia audiovisual, como se Andersen estivesse abrindo janelas para universos paralelos com suas próprias regras.

Literatura com olhar de cineasta

Cláudio Costa Val, escritor, músico, ator, editor de vídeo e professor de cinema e teatro, define a obra de forma direta. Andersen é, antes de tudo, um contador de histórias. Para ele, Histórias Cinematográficas carrega a magia da fábula, com cores, camadas e atmosferas que alternam entre terra, mar e ar, sempre com surpresas pelo caminho.

Costa Val descreve a leitura como uma viagem guiada por imagens tão vívidas que seria fácil imaginar cada conto transformado em filme. Ele só recomenda evitar a pipoca, porque os sobressaltos são frequentes.

Quem é Andersen Viana?

Chamado de multiartista não por acaso, Andersen Viana atua em música, literatura, audiovisual, performance, artes visuais e pesquisa acadêmica. PhD pela UFBA, passou por academias na Itália e na Suécia, sempre transitando por linguagens.

A carreira começou cedo. Aos 12 anos, já criava uma novela ilustrada sobre bandidos mexicanos invadindo Minas Gerais. Aos 19 anos, estava lecionando. Durante mais de três décadas, atuou na Fundação Clóvis Salgado, Palácio das Artes, em Belo Horizonte, enquanto seguia construindo uma obra gigantesca que já soma cerca de 500 trabalhos entre livros, filmes, composições, roteiros e projetos artísticos.

O reconhecimento internacional acompanha a produtividade. São 54 prêmios em países como Alemanha, Chile, França, Reino Unido, Singapura, Suíça e Ucrânia. Entre os destaques estão o Prêmio F. Schubert (Reino Unido, 2023), o Prêmio Genzmer (Alemanha, 2022) e o Prêmio Shostakovich (Ucrânia, 2021). Sua premiação mais recente veio do XII Concurso Internacional de Composição da Orquestra Marga Marga, no Chile.

No cinema, dirigiu e produziu os longas Paisagem Lunar e Pitágoras de Samos, ambos premiados dentro e fora do Brasil.

Serviço

Livro: Histórias Cinematográficas
Autor: Andersen Viana
Editora: Sinete (SP)
Páginas: 119, com ilustrações
Preço: R$ 60
Onde encontrar: disponível no site da editora

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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