InícioCulturaEmbaúba Play discute curadoria, streaming e os desafios do cinema brasileiro hoje

Embaúba Play discute curadoria, streaming e os desafios do cinema brasileiro hoje

Uma conversa inédita coloca em pauta os caminhos do cinema brasileiro contemporâneo no ambiente digital. Em um vídeo especial, a equipe da Embaúba Play revisita a trajetória da plataforma de streaming, desde sua criação até o momento atual, refletindo sobre curadoria, programação, circulação de filmes e os desafios impostos pelo cenário do streaming nos dias de hoje.

Participam do encontro o diretor e fundador Daniel Queiroz, o coordenador executivo Fábio Savino e as curadoras e programadoras Carla Maia e Bárbara Bello. Gravada em 23 de dezembro de 2025, a conversa percorre temas centrais para quem acompanha o audiovisual brasileiro, como a dificuldade de acesso aos filmes após o circuito de festivais, a relação entre cinema e plataformas digitais, exibições em salas de cinema e os debates em torno da regulamentação do streaming.

Lançada em maio de 2021 por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com patrocínio da UniBH, a Embaúba Play nasceu com a proposta de reunir e dar visibilidade ao cinema brasileiro independente e contemporâneo. A plataforma entrou em uma nova fase a partir de maio de 2024, quando passou a ser mantida por um projeto aprovado na Lei Paulo Gustavo, com recursos do Governo de Minas Gerais.

Esse novo momento permitiu a ampliação do catálogo, o aumento do alcance da plataforma, a implementação de lançamentos semanais, a criação de programas curatoriais específicos e investimentos em acessibilidade. Hoje, a Embaúba Play reúne mais de 800 títulos entre longas, médias e curtas-metragens, além de ter exibido cerca de 200 filmes em parceria com festivais online.

Para Daniel Queiroz, o crescimento do cinema brasileiro nas últimas décadas não foi apenas quantitativo, mas também estético e autoral. Segundo ele, muitos filmes reconhecidos em festivais nacionais e internacionais acabam ficando inacessíveis ao público após esse circuito, o que reforça a importância de plataformas que atuam como mediadoras entre as obras e os espectadores.

A Embaúba Play funciona em dois modelos. No sistema T-VOD, o público pode alugar filmes individualmente, sem necessidade de assinatura. Já no F-VOD, grande parte do catálogo é disponibilizada gratuitamente, ampliando o acesso a obras que dificilmente chegam aos grandes serviços de streaming.

Com um recorte curatorial claro, a plataforma reúne filmes de nomes fundamentais do cinema independente brasileiro, além de destacar cineastas que se consolidaram a partir do curta-metragem. A proposta segue sendo a mesma desde o início: organizar, contextualizar e facilitar o encontro do público com o cinema brasileiro contemporâneo.

Atualmente, a Embaúba Play segue sendo mantida com recursos da Lei Paulo Gustavo, reafirmando seu papel como espaço de preservação, circulação e descoberta do audiovisual nacional.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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