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CloudWalk leva discussão prática sobre IA ao WAIFF, festival brasileiro dedicado ao cinema criado com inteligência artificial

Empresa patrocina o evento, batiza um dos auditórios e entra na programação com debates sobre o uso real da tecnologia no audiovisual

A CloudWalk marca presença no WAIFF 2026, maior festival brasileiro dedicado a filmes feitos com inteligência artificial, que acontece nos dias 27 e 28 de fevereiro, na FAAP, em São Paulo. Mais do que estampar a marca no evento, a empresa entra no debate com duas palestras voltadas a quem quer entender, sem hype exagerado, como a IA já está sendo usada na prática no audiovisual.

Além de patrocinadora, a CloudWalk dá nome a um dos principais auditórios do festival e participa diretamente da curadoria de conteúdo, reforçando o viés do WAIFF como espaço de troca entre criadores, técnicos e profissionais do mercado.

IA sem mistério: por onde começar e com quais ferramentas

A primeira participação acontece no dia 27, das 14h às 15h, no SPCine Space, com a palestra Como começar? Um comparativo entre Open Source e plataformas pagas. Quem conduz a conversa são os cineastas Dan Moraes e Ricardo Mordoch, que deixam de lado o discurso abstrato para falar de escolhas reais: quando faz sentido usar ferramentas abertas, quando plataformas proprietárias aceleram processos e quais armadilhas costumam aparecer no caminho.

A proposta é simples e necessária: ajudar quem está curioso sobre IA no cinema a sair do zero sem precisar virar especialista em código.

Dos prompts à tela: os bastidores de um curta feito com IA

Mais tarde, das 16h30 às 17h15, o foco se desloca para o processo criativo. No Auditório CloudWalk, a dupla apresenta Do texto à tela: construindo um curta com IA, destrinchando os bastidores de Arnaldo Teve Uma Ideia, curta premiado que usou inteligência artificial em diferentes etapas da produção.

O papo passa por roteiro, geração de imagens, decisões criativas e limites da tecnologia, sem vender a ideia de que a IA faz tudo sozinha. O filme já passou por festivais em Los Angeles e Varsóvia, além de menções em eventos na Itália, e funciona como estudo de caso para quem quer entender o que dá — e o que não dá — para automatizar.

Um festival menos futurista e mais pé no chão

Com mais de 20 horas de programação, o WAIFF ocupa dois auditórios principais e o SPCine Space, onde também rola a exibição dos filmes finalistas. A mostra competitiva premia produções em 11 categorias, incluindo longas, curtas, publicidade e direção jovem, com cerimônia marcada para o dia 28, a partir das 15h.

Criado no Brasil, o festival faz parte de uma rede internacional que já passou por países como França, Japão, Coreia do Sul e China. A diferença do WAIFF está no tom: menos deslumbramento tecnológico, mais discussão sobre impacto real no cinema, na publicidade e no streaming.

No meio de um cenário em que inteligência artificial costuma ser tratada como ameaça ou milagre, a presença da CloudWalk ajuda a puxar o debate para um lugar mais honesto. IA como ferramenta, não como atalho criativo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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