
A primeira edição brasileira do World AI Film Festival aconteceu nos dias 27 e 28 de fevereiro na FAAP, em São Paulo, reunindo profissionais do setor audiovisual para discutir o uso da inteligência artificial na criação de filmes, publicidade e conteúdos digitais. O evento integra uma rede internacional de festivais dedicados à tecnologia, com edições previstas em países como Japão, Coreia do Sul, China, França, Argentina e Canadá.
Durante dois dias, o festival promoveu mais de 30 horas de programação com palestras, mesas redondas, workshops e apresentação de cases. A proposta foi discutir como ferramentas de IA estão sendo incorporadas aos processos criativos da indústria audiovisual.
Abertura reuniu nomes do cinema e da tecnologia
A cerimônia de abertura contou com a presença do fundador do festival, Marco Landi, além do adido cultural da França no Brasil, Brieuc Tanguy Guermeur. A atriz e produtora Jacqueline Sato presidiu o júri da mostra competitiva.
Também participou da abertura a diretora presidente da Spcine, Ana Paula Montini, que destacou o papel histórico da tecnologia no desenvolvimento do audiovisual e a importância de discutir o uso da inteligência artificial como ferramenta criativa.
Entre os painéis do primeiro dia esteve uma apresentação da Globo, com participação de Carlos Octávio Queiroz, Renato Franzini e Clarissa Cavalcanti, mediada por Ben Hur Correia. O debate abordou o uso de IA na produção de conteúdos jornalísticos e documentários.
Outro encontro reuniu o diretor e artista Tadeu Jungle, a pesquisadora Giselle Beiguelman e o professor da ECA USP Marcelo Muller para discutir as transformações do processo cinematográfico em tempos de inteligência artificial.
Debates sobre cinema, publicidade e criação com IA
O segundo dia do festival contou com palestra do publicitário Nizan Guanaes, que abordou as possibilidades criativas da tecnologia no mercado publicitário.
Outro painel discutiu o uso de inteligência artificial em grandes produções cinematográficas, com participação do produtor Fabiano Gullane, da cineasta Tata Amaral e do coordenador do curso de cinema da FAAP, Humberto Neiva.
Mostra competitiva premiou produções feitas com IA
O festival foi encerrado com a premiação da mostra competitiva dedicada a filmes produzidos com ferramentas de inteligência artificial. Ao todo, mais de 400 obras foram inscritas em categorias como longa metragem, animação, publicidade e séries verticais.
O prêmio principal de Melhor Filme foi para Warped Memories, dirigido por Pedro Bayeux, que também venceu na categoria de documentário. A produção será exibida na edição francesa do festival, em Cannes.


