A atriz Taís Araujo foi confirmada como protagonista de As Mulheres do Meu Pai, adaptação para o cinema do romance homônimo do escritor angolano José Eduardo Agualusa. O longa será uma coprodução entre a brasileira ELO STUDIOS e a portuguesa BRO CINEMA, com direção de Mário Patrocínio.
A produção acompanha Laurentina, uma jovem moçambicana criada no Brasil por um casal luso-brasileiro. Ao receber uma carta de seu pai biológico, um renomado contrabaixista angolano, ela viaja para Angola em busca de suas origens. Ao chegar ao país, descobre que ele faleceu pouco antes de sua chegada, dando início a uma jornada marcada por identidade, memória e pertencimento.
Romance ganha adaptação para os cinemas
Publicado por José Eduardo Agualusa, um dos principais nomes da literatura africana em língua portuguesa, o livro será levado às telas em uma produção que une Brasil, Portugal e África por meio de uma narrativa sobre ancestralidade e os laços que conectam diferentes culturas da lusofonia.
Segundo Taís Araujo, a personagem representa um desafio alinhado aos projetos que costuma buscar na carreira.
“Poder interpretar uma personagem que mergulha em sua própria identidade é um dos valores que procuro em minha carreira. Fazer um filme com a beleza desta ancestralidade africana contada a partir de nossos irmãos portugueses me deixa realizada”, afirmou a atriz.
Produção aposta em circulação internacional
Para Sabrina Nudeliman Wagon, CEO da ELO STUDIOS, a parceria amplia a presença internacional da produtora e reforça a aposta em obras com potencial para diferentes mercados.
O diretor Mário Patrocínio, conhecido por documentários como I Love Kuduro e pelo longa de ficção Maria Vitória, comandará a adaptação. Já Agualusa destacou que o romance nasceu com forte vocação cinematográfica e afirmou confiar na liberdade criativa da equipe para transformar a obra em filme.
Além da coprodução, a ELO STUDIOS também ficará responsável pela distribuição de As Mulheres do Meu Pai nos cinemas brasileiros.
Ainda sem data de estreia anunciada, o longa marca mais um passo na aproximação entre produções brasileiras e portuguesas, reunindo uma equipe internacional para adaptar uma das obras mais conhecidas da literatura contemporânea em língua portuguesa.


