A memória do movimento LGBTI+ brasileiro ganhou uma nova plataforma digital. O Museu Movimento LGBTI+ (MUMO LGBTI+), criado pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, disponibiliza na internet um acervo dedicado às lutas, conquistas e manifestações culturais da população LGBTI+ no país.
O projeto reúne materiais provenientes do acervo do próprio Grupo Arco-Íris e de doações realizadas por ativistas. A organização do conteúdo teve apoio de pesquisadores do Grupo de Pesquisa Museologia Experimental e Imagem, do curso de Museologia da UNIRIO.
Acervo preserva diferentes registros do movimento
A plataforma reúne documentos, arquivos, fotografias, narrativas orais e produções artísticas, além de registros de exposições realizadas pelo projeto. A proposta é preservar não apenas acontecimentos históricos, mas também as experiências e trajetórias de pessoas que participaram da construção do movimento LGBTI+ no Brasil.
Entre os registros está a exposição Amor e Luta, realizada em novembro de 2023, que integra o conjunto de materiais disponibilizados pelo museu.
Mais do que funcionar como um arquivo, o MUMO pretende utilizar a memória como ferramenta de educação, pesquisa e transformação social, aproximando esse patrimônio de pesquisadores, estudantes e do público em geral.
Projeto começou em 2019
A iniciativa tem origem no Projeto Centro de Documentação da Memória LGBTI+, criado em 2019. O trabalho começou com a identificação e pesquisa de acervos relacionados aos movimentos sociais e posteriormente foi ampliado para uma proposta de museologia social, comunitária e temática.
O projeto conecta os acervos digitais e físicos a exposições, ações educativas e produção de conhecimento, estabelecendo relações entre a história do ativismo e os debates atuais sobre cidadania e direitos humanos.
Nesse contexto, a preservação da memória também é apresentada como uma forma de enfrentar o apagamento histórico e manter acessíveis registros de diferentes períodos da luta da população LGBTI+.
Plataforma tem acesso gratuito
Com sede no Rio de Janeiro, o Grupo Arco-Íris mantém o projeto como parte de sua atuação na defesa de direitos e na preservação da memória social. A plataforma amplia esse trabalho ao colocar o acervo à disposição do público pela internet.
O Museu Movimento LGBTI+ já pode ser acessado gratuitamente, reunindo registros que ajudam a documentar a trajetória do ativismo e da produção cultural LGBTI+ no Brasil.

