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Café Filosófico CPFL debate racismo e colonialismo a partir da filosofia chinesa

Encontro gratuito em Campinas acontece nesta quinta-feira (10), com o professor Plínio Marcos Tsai, e parte da obra Cosmopolitismo chinês, de Shuchen Xiang

O Café Filosófico CPFL promove nesta quinta-feira (10), às 19h, um encontro dedicado à filosofia chinesa contemporânea. Realizada em Campinas, a conversa “Cosmopolitismo chinês e a crítica ao dualismo ocidental” será conduzida pelo professor e cientista social Plínio Marcos Tsai.

A discussão parte do livro Cosmopolitismo chinês, da filósofa chinesa Shuchen Xiang, para abordar questões relacionadas a racismo, colonialismo, universalismo e identidade cultural a partir de uma perspectiva da filosofia chinesa.

A atividade é gratuita e integra a programação de setembro do CPFL Intercâmbio Brasil-China, que em 2026 participa das ações relacionadas ao Ano da Cultura China-Brasil.

Uma crítica ao conceito de universalidade

A obra de Shuchen Xiang questiona a ideia de que fenômenos como colonialismo, genocídio e racismo sejam necessariamente universais ou inerentes à natureza humana. Em seu lugar, a autora propõe observá-los como construções históricas e culturais.

Um dos pontos centrais da discussão é a chamada Filosofia da Rede Inter-relacional, que apresenta a identidade não como algo fixo, mas como resultado das relações estabelecidas entre diferentes grupos ao longo do tempo.

A abordagem também questiona a aplicação automática do conceito ocidental de raça à tradição chinesa e propõe outras formas de compreender as relações entre indivíduos, culturas e sociedades.

Cosmopolitismo em um mundo multipolar

Outro tema do encontro será a possibilidade de pensar o cosmopolitismo sem partir de um único modelo cultural como referência universal.

Na perspectiva apresentada por Xiang, diferentes comunidades podem formar uma rede de relações sem que isso implique necessariamente a homogeneização de suas identidades. A discussão aproxima filosofia de questões contemporâneas como descolonização, pluralismo e multipolaridade.

Plínio Marcos Tsai, autor de O Tao da modernidade chinesa e tradutor de obras relacionadas à filosofia chinesa, conduz a conversa a partir dessas questões.

Programação continua durante setembro

O encontro de quinta-feira abre a programação presencial de setembro do Café Filosófico CPFL. A agenda segue no dia 17 de setembro, com Sofia Bastos Pontieri Augusto discutindo tianxia e a obra de Zhao Tingyang, e termina em 24 de setembro, com Daniel Omar Perez abordando a questão da tecnologia na China contemporânea.

Os encontros acontecem no Instituto CPFL, em Campinas, sempre às 19h, com entrada gratuita por ordem de chegada a partir das 18h. As conversas também são transmitidas pelo YouTube e posteriormente exibidas pela TV Cultura.

SERVIÇO 

Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos 

Quando: às quintas-feiras de setembro 

Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP

Programação: 

10/09, quinta-feira, às 19h – “Cosmopolitismo chinês e a crítica ao dualismo ocidental: uma conversa sobre a obra de Shuchen Xiang”, com Plínio Marcos Tsai  

17/09, quinta-feira, às 19h – “Tudo sob o céu: uma conversa sobre tianxia e a obra de Zhao Tingyang”, com Sofia Bastos Pontieri Augusto 

24/09, quinta-feira, às 19h – “A questão da tecnologia na China hoje”, com Daniel Omar Perez 

Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h 

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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