A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerrou sua edição de 2026 com 760 mil visitantes ao longo de dez dias no Distrito Anhembi. O resultado estabelece um novo recorde para o evento e supera as 722 mil pessoas registradas em 2024.
Realizada entre 4 e 13 de setembro, a Bienal também apresentou crescimento nas vendas. Uma pesquisa realizada com os expositores apontou aumento de 57% na média diária de faturamento em comparação com a edição anterior realizada na capital paulista.
Mais da metade dos visitantes teve acesso gratuito ao evento. Ao todo, foram cinco dias com ingressos esgotados.
Bienal cresce em público e estrutura
A edição de 2026 ocupou 87 mil m², crescimento de 28% em relação a 2024, sendo 75 mil m² destinados à área expositiva. A estrutura recebeu 269 expositores e cerca de 800 autores, dos quais 91% eram brasileiros.
Ao todo, 3,65 milhões de livros foram ofertados durante os dez dias de evento.
A programação também ganhou iniciativas direcionadas ao público adulto, incluindo atividades noturnas, enquanto o programa de cashback foi ampliado. Na área de acesso à leitura, foram disponibilizados R$ 20 milhões em vales-livro, beneficiando mais de 52 mil estudantes e 154 mil servidores da rede municipal.
A Espanha, convidada de honra desta edição, participou com o projeto Confluências. O espaço de 500 m² reuniu 50 autores e uma programação dedicada à produção literária do país, com curadoria da escritora Marta Sanz.
Editoras registram crescimento nas vendas
O aumento no movimento também apareceu nos resultados divulgados por diferentes editoras e livrarias presentes no evento.
A Rocco informou faturamento 121% superior ao registrado na edição anterior da Bienal de São Paulo. Já Sextante e Arqueiro tiveram crescimento de 82%, enquanto a Intrínseca registrou avanço de 85% no faturamento em comparação com 2024.
O Grupo Companhia das Letras encerrou a participação com aumento de 67% no faturamento e 55% no número de exemplares vendidos. A VR Editora, por sua vez, informou crescimento de 32% nas vendas.
A Editora Mostarda registrou alta de 50%, com títulos como Meu Pé de África, de Marcos Cajé; A Menina e a Toga, de Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado; e O Livro da Democracia, de Cármen Lúcia, Mariana Oliveira e Sabichinho, entre os destaques.
Já a Livraria Loyola comercializou mais de 60 mil exemplares durante os dez dias, com procura por segmentos que passaram por ficção, literatura jovem e jovem adulta, educação, filosofia, livros infantis e mangás.
Bienal 2026 em números
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terminou com 760 mil visitantes, 87 mil m² de estrutura, 269 expositores, 800 autores e 3,65 milhões de livros ofertados.
Além do recorde de público, o crescimento de 57% na média diária de faturamento dos expositores coloca o desempenho comercial entre os principais resultados da edição de 2026, acompanhando a expansão individual registrada por diferentes grupos editoriais.


